Petrobras decide este ano para onde vai a refinaria

Agência Nordeste

Atualizada em 27/03/2022 às 15h09

BRASÍLIA - A Petrobras precisa ampliar sua capacidade de refino do petróleo no País entre 2008 e 2010 e se tiver que construir a nova refinaria daqui a quatro anos vai precisar decidir o destino do empreendimento ainda este ano de 2004. O presidente da empresa, José Eduardo Dutra, disse ontem em Natal que 12 estados, reivindicam formalmente a refinaria e têm chances de captar o investimento de 2 bilhões de dólares.

O presidente da Petrobras negou que a modernização que a companhia vem fazendo nas refinarias existentes e vai utilizar cerca de 5 bilhões de dólares até 2007 não afasta a necessidade do investimento em uma nova refinaria.

José Eduardo Dutra participou de uma reunião-almoço com a classe empresarial do Estado realizada pela Federação das Indústrias (Fiern). E garantiu que não está nada decidido sobre a localização da refinaria. Nem se o empreendimento virá mesmo para o Nordeste como foi mais cogitado.

"No meu estado eu estou apanhando mais do que cachorro sem dono, no Rio de Janeiro se diz que a gente quer tirar o petróleo da Bacia de Campos para refinar em outro lugar, acho legítimo que se façam essas reivindicações, mas vamos trabalhar do ponto de vista econômico e comercial. Torço, como cidadão, que toda essa equação, essas variáveis, apontem que a refinaria deva ficar na região Nordeste", descontraiu o presidente da Petrobras, que é sergipano, durante reunião na Fiern.

José Eduardo Dutra informou que uma equipe criada para analisar a melhor localização da refinaria já concluiu a primeira fase de suas avaliações e está iniciando um trabalho de campo que prevê uma série de visitas aos estados.

Ele disse que a Petrobras teria condições, inclusive, de construir uma nova refinaria sozinha, mas reconheceu que a companhia gostaria realizar o empreendimento com um parceiro. Nesse aspecto, Eduardo Dutra chamou a atenção dos governadores de que eles podem conquistar uma vantagem competitiva para seus estados se apresentarem um investidor interessado em construir, conjuntamente, a refinaria.

"A bola está com os governadores também quem apresentar um bom parceiro leva uma grande vantagem", disse. Ele lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já admitiu que haverá uma "pitada" de componente político na escolha, embora destaque que isso não será preponderante. A decisão será do Conselho de Administração da Petrobras.

Antes de falar aos empresários o presidente da Petrobras foi provocado pelo presidente da Federação das Indústrias (Fiern), Flávio Azevedo, sobre a localização da refinaria. E o construtor lançou a tese de que o Rio Grande do Norte fosse merecedor de sediar o empreendimento pois seria a melhor opção para o Governo Lula buscar o equilíbrio regional para o Nordeste.

Além é claro do Estado contar com aspectos naturais importantes como ser o segundo maior produtor de petróleo do País, o primeiro produtor em terra, e ter outros diferenciais como está localizado eqüidistante de centros consumidores importantes como Ceará e Pernambuco. "Não existiria maior relação custo-resultado do que esse empreendimento está situado no nosso Rio Grande do Norte, se ficar fora do Estado será uma injustiça sócio-econômica para o equilíbrio micro regional", defendeu o presidente da Fiern.

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