RIO - O vice-presidente da República, José Alencar, pediu que seja investigada a denúncia contra um assessor dele, apresentada pelo programa "Fantástico", da Rede Globo.
No fim do ano passado, o comerciante aposentado Geraldo Pereira do Vale, que se diz ex-sócio do vice-presidente José Alencar, tentou obter uma vaga para o neto como médico-residente no Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia, no Rio de Janeiro. Havia um concurso com 117 candidatos para seis vagas.
O comerciante mandou uma carta ao cunhado do vice-presidente, Ronaldo Dornelas Ribeiro, dizendo: "Enviei para o vice-presidente da República, José Alencar, um pacote idêntico a este com a finalidade de alcançar a ambição do meu neto. (...) A classificação para residência não dependerá somente dos seus conhecimentos, mas também da ajuda de amigos influentes, respeitados, de prestígio."
Um mês depois a direção do hospital recebeu um ofício com timbre da vice-presidência e assinado pelo chefe de gabinete, solicitando: "A gentileza de examinar, com especial interesse, o pleito do neto de Geraldo". O pedido foi ignorado.
O médico ficou em 70º lugar no concurso e não conseguiu a vaga. Ele disse que não sabia da carta.
O chefe de gabinete da vice-presidência, Adriano Silva, disse que apenas encaminhou a solicitação: "A vice-presidência da República está encaminhando este pedido para que seja examinado", leu.
No domingo à noite, em São Paulo, José Alencar pediu uma profunda investigação sobre o caso.
- Eu quero que haja uma investigação especial, muito séria. Ministério Público, CPI, qualquer uma. Todo mundo tem o direito de investigar, porém, o Ministério Público tem a obrigação - declarou o vice-presidente da República, José Alencar.
O vice José Alencar assumiu a Presidência durante a viagem do presidente Lula à Índia. Nesta segunda, ele não comentou o assunto.
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