Caso Altamira: Valentina de Andrade é absolvida

Imirante

- Atualizada em 27/03/2022 às 15h11

BELÉM - Valentina de Andradde, 72, acusada de ser líder da seita Lineamento Universal Superior (LUS), que usaria castração de garotos em rituais satânicos foi absolvida por seis votos a um, após 17 dias de julgamento. A decisão revoltou os familiares das vítimas e o clima no tribunal de Belém é tenso. Esse foi o julgamento mais longo da história paraense.

Há 17 dias os jurados acompanhavam os argumentos da defesa e da promotoria sobre a participação de Valentina nos cinco casos de castração de menores em Altamira (três mortes e duas mutilações), entre 1989 e 1993, que foram levados a julgamento.

Valentina foi a quinta e última pessoa acusada de participar das castrações que foi a julgamento. Os condenados no caso de Altamira, localizada a 200 quilômetros de Belém, são os médicos Anísio Ferreira de Souza (condenado a 77 anos de prisão) e Césio Brandão (56), o policial militar Carlos Alberto dos Santos (35 anos de prisão) e o comerciante Amailton Madeira Gomes (57 anos de prisão). Todos se dizem inocentes e anunciaram que vão recorrer da decisão.

A Promotoria queria a pena máxima para Valentina de Andrade, que poderia chegar a mais de cem anos de prisão.

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