BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou, hoje, de "malandros" os distribuidores e donos de postos de combustível que não baixaram o preço da gasolina, dentro das expectativas.
Ele também determinou mais rigor na fiscalização do setor e exigiu que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) faça um rastreamento para saber porque a redução no preço da gasolina não chega ao consumidor.
"Não adianta os produtos terem os preços reduzidos, o setor sucroalcooleiro cumprir sua parte, se você tem, na cadeia produtiva, pessoas malandras que acham que podem enganar os outros", reclamou o presidente, durante reunião com representantes dos produtores de cana-de-açúcar, no Palácio do Planalto.
Segundo Lula, apesar de a Petrobras ter baixado 10% do valor da gasolina, em 30 de abril, a maior baixa para o consumidor foi de 4,2%, no Centro-Oeste. No Nordeste, foi registrada a menor queda, de apenas 1,9%. "Termina pobre enganando pobre", avaliou o presidente.
Lula também ressaltou que, a partir de primeiro de junho, o percentual de álcool anidro adicionado à gasolina voltará a ser de 25%, o que, pela lógica, deveria provocar uma nova redução do preço da gasolina.
A quantidade tinha sido diminuída em fevereiro, para 20%, devido ao risco de falta de álcool no mercado, durante a entressafra.
"Quando o Governo reduz a quantidade de álcool na gasolina, o preço da gasolina aumenta no outro dia", observou o presidente, dizendo esperar que agora o setor também faça uma redução imediata do valor.
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