Operação

Polícia Federal combate extração e receptação ilegal de madeira da Terra Indígena Cana Brava

Foram identificados estabelecimentos madeireiros que atuam de forma clandestina em Barra do Corda; apreensões foram feitas nesta quarta-feira.

Imirante, com informações da Polícia Federal

Diversos estabelecimentos madeireiros que atuavam na clandestinidade. Foto: Divulgação/Polícia Federal.
Diversos estabelecimentos madeireiros que atuavam na clandestinidade. Foto: Divulgação/Polícia Federal.

BARRA DO CORDA - A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (3), no município de Barra do Corda (MA), a operação Pterodon, para dar cumprimento a 22 mandados de busca e apreensão e sete mandados de suspensão da atividade econômica, visando combater a extração e receptação ilegal de madeira da Terra Indígena Cana Brava, que abastece uma cadeia criminosa de serrarias, movelarias e depósitos de madeira clandestinos. 

Durante as investigações, foram identificados diversos estabelecimentos madeireiros que atuam na clandestinidade, sem emissão de DOFs (Documentos de Origem Florestal), bem como seus possíveis proprietários. O tempo de atividade analisado por meio da evolução geoespacial desses estabelecimentos demonstrou que as condutas perduram há vários anos, causando impactos e danos consideráveis ao meio ambiente e ao equilíbrio ecológico. 

Foram detectados 177 alertas de desmatamento na T.I. Cana Brava no período de um ano, por meio de imagens de satélite. 

Os empreendimentos madeireiros alvos desta operação estão a aproximadamente 40 km de distância da Terra Indígena Cana Brava, o que demonstra a viabilidade econômica para atuarem na ilegalidade, com extração de madeira em área protegida para abastecer esses estabelecimentos, auferindo lucro fácil. A conduta de armazenar, beneficiar e comercializar insumos florestais fomenta o desmatamento ilegal, a invasão em terras da União e os conflitos com indígenas da região.

Foram detectados 177 alertas de desmatamento na T.I. Cana Brava em um ano. Foto: Divulgação/Polícia Federal.
Foram detectados 177 alertas de desmatamento na T.I. Cana Brava em um ano. Foto: Divulgação/Polícia Federal.

Segundo a PF, os investigados poderão responder por crimes como receptação qualificada (art. 180, §1° do CPB), depósito de produto de origem vegetal sem licença válida, funcionamento de estabelecimentos potencialmente poluidores sem autorização (art. 46, parágrafo único e art. 60 da Lei 9.605/98), dentre outros, com penas que podem chegar a 9 anos de prisão.

Estão participando da operação Pterodon aproximadamente 110 policiais federais, bem como servidores do Ibama, Corpo de Bombeiros Militar (CBM), ICMBio e Batalhão de Polícia Ambiental (BPA). A operação foi denominada Pterodon por ser um gênero botânico considerado uma das espécies mais valiosas da Terra Indígena Cana Brava.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais Twitter, Instagram e TikTok e curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.