BACABAL - O caso do pitbull que matou a própria tutora em Bacabal, no Maranhão, acendeu um alerta sobre os cuidados no convívio com animais domésticos, especialmente em casos de adoção de cães adultos. O caso aconteceu na noite dessa segunda-feira (13), no povoado Cordeiro, zona rural do município.
A vítima, Maria José Mariano, de 49 anos, foi encontrada morta dentro de casa, com sinais de ataque do animal, um pitbull.
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Segundo o Corpo de Bombeiros, o cão apresentava comportamento agressivo e precisou ser abatido por apresentar risco a outras pessoas.
Animal foi adotado pela família já na fase adulta
De acordo com as informações repassadas pelo marido da vítima, identificado como Lourival Douglas Alves da Silva, de 61 aos, o pitbull estava com a família há dois anos após ser adotado já na fase adulta.
A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados para conter a situação. Segundo o oficial responsável pela operação:
- Houve uma tentativa inicial de controlar o animal sem o uso de força letal.
- O cão apresentava um comportamento extremamente agitado e agressivo.
- Pela gravidade do cenário e o risco iminente de novos ataques, as equipes precisaram abater o animal com tiro.
Necessidade de ressocialização após adoção
Ao Imirante.com, o médico veterinário Valdimiro Júnior explicou que a adoção de cães adultos exige um processo cuidadoso de ressocialização. Isso porque o animal já traz comportamentos e possíveis traumas adquiridos com antigos tutores.
“Um cão adulto já tem certos hábitos derivados de outros criadores que já passaram por ele. Então, existem alguns traumas que ele pode ter tido, assim como histórico de comportamentos considerados saudáveis também. Para a incorporação de um novo dono, que é uma ressocialização desse animal, o novo tutor tem que ter muita habilidade de compreender o comportamento canino”, explicou.
Como evitar sinais de agressividade?
Segundo o médico veterinário, identificar sinais de estresse ou agressividade pode evitar acidentes. Entre os indícios, estão mudanças na posição das orelhas, que se estiveram muito para trás podem indicar tensão, além de reações negativas a gestos comuns.
“Sobre a identificação dos sinais, é importante o tutor buscar o conhecimento. Mas existem alguns aspectos que a gente consegue ver logo de cara, como as orelhas do animal, elas te guiam muito. Se elas estão muito para trás, o animal está muito tenso. Não é aconselhável, então, você passar a mão na cabeça. O cão pode interpretar isso como uma afronta para ele, muitas das vezes, e por isso que ele morde", alertou.
Além disso, o veterinário também destaca que a falta de conhecimento sobre comportamento animal é um dos principais fatores de risco. Por isso, ele recomenda que tutores busquem orientação antes e depois da adoção.
Experiências traumáticas com ataques de animais
Para quem já teve experiências traumáticas com cães agressivos, a recomendação é redobrar os cuidados. Uma alternativa é escolher criar o animal desde filhote, o que facilita o processo de socialização e treinamento.
Outro ponto importante é a escolha da raça. Segundo o Dr. Valdimiro Júnior, cada raça possui características próprias que devem ser consideradas de acordo com o ambiente e a rotina do tutor.
“Não é aleatório. Cada raça tem um perfil de comportamento, e isso precisa ser avaliado antes da adoção”, destacou.
Ataque de Pitbull em Bacabal: cão foi abatido após a morte de tutora
Os militares encontraram Mara, como a vítima era conhecida, já sem vida no banheiro, com graves ferimentos causados aparentemente pelo pitbull. Informações preliminares apontam que ela estaria dando banho no cachorro. O marido da vítima, em estado de choque, recebeu atendimento médico imediato no local.
Bombeiros tentaram conter o pitbull, que estava muito agressivo. Só com a ajuda dos policiais foi possível dominar o animal, que acabou sendo abatido.
Como agir sob risco de ataque?
- Mantenha a calma e se afaste sem dar as costas para o animal, este gesto transmite ao animal a ideia de que ele possuí autoridade sobre o humano;
- Não corra;
- Não bata ou jogue objetos no animal;
- Não pegue o cão pela pata. A ação pode provocar mordidas.
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