Em Água Doce do Maranhão

Caso Bruna Loiola: Polícia Civil apreende punhal e investiga histórico de suspeito

Avanço nas investigações sobre o crime em Água Doce do Maranhão traz perícia de arma do crime e transferência de adolescente suspeito para unidade em São Luís.

Imirante.com

- Atualizada em 03/09/2026 às 23h56
Punhal que teria sido utilizado em crime bárbaro em Água Doce do Maranhão foi apreendido pela Polícia Civil.
Punhal que teria sido utilizado em crime bárbaro em Água Doce do Maranhão foi apreendido pela Polícia Civil. (Divulgação / Polícia Civil do Maranhão)

ÁGUA DOCE DO MARANHÃO - A Polícia Civil do Maranhão localizou, nesta quinta-feira (3), o punhal que teria sido utilizado no brutal assassinato da estudante Bruna da Silva Loiola, de 17 anos. O crime, que chocou o povoado Canabrava, na zona rural de Água Doce do Maranhão, ocorreu na última segunda-feira (31). A localização da arma representa um passo importante na elucidação do caso Bruna Loiola, cuja motivação ainda segue sob investigação.

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Segundo as autoridades policiais, a arma do crime foi encontrada em uma área de matagal situada entre a casa dos pais do suspeito e o salão de beleza onde a vítima foi atacada. Bruna chegava ao estabelecimento, na Rua dos Carecas, por volta das 13h10, quando foi surpreendida pelo adolescente de 16 anos.

O suspeito, que usava chapéu e uma touca ninja para esconder o rosto, portava um punhal e uma balestra. Ao notar a aproximação dele, a jovem tentou se refugiar no interior do salão, mas foi perseguida e atacada em um imóvel anexo. A perícia apontou que a estudante sofreu cerca de 20 perfurações, concentradas na região abdominal e nos braços, evidenciando tentativas desesperadas de defesa.

Apreensão e transferência no caso Bruna Loiola

Após o ataque violento, o menor fugiu a pé e se escondeu na residência dos pais. A motocicleta de seu pai, utilizada por ele na ação, foi abandonada devido a falhas mecânicas. Contudo, a rápida resposta do 2º Batalhão de Polícia Militar de Turismo (BPTur) resultou na apreensão do jovem minutos depois. Com ele, foram apreendidos a balestra com dez dardos, uma faca, quatro coquetéis molotov e um artefato semelhante a uma dinamite caseira.

O suspeito foi inicialmente encaminhado à Delegacia Regional de Barreirinhas, onde optou por permanecer em silêncio. Diante dos fatos, a Justiça determinou a internação provisória do menor, que foi transferido nesta quinta-feira (3) para uma unidade socioeducativa na capital, São Luís. Esse desdobramento é acompanhado de perto pela equipe responsável pela apuração do caso.

Histórico escolar violento e símbolos extremistas

A Polícia Civil do Maranhão busca agora traçar o perfil psicológico do agressor para compreender a dinâmica do crime. Investigadores revelaram que o adolescente possuía um histórico escolar alarmante, marcado por condutas violentas e misóginas. Ele já havia sido expulso de outro turno escolar após agredir fisicamente um colega e proferir ameaças de morte. Além disso, em ocasiões anteriores, foi flagrado portando arma branca e tesoura cirúrgica no colégio.

Durante as buscas em seus materiais didáticos, os agentes de segurança encontraram um caderno contendo desenhos de armas, bombas e anotações com referências à suástica, símbolo ligado ao nazismo. Professores e funcionários relataram que ele era um jovem extremamente isolado e de pouca interação social. Até o momento, a investigação em Água Doce do Maranhão descarta que o adolescente tenha sofrido episódios de bullying na escola.

A Polícia Civil do Maranhão seguirá realizando oitivas com testemunhas, incluindo o porteiro da escola onde Bruna estudava e familiares da vítima, para detalhar o relacionamento entre os jovens e elucidar definitivamente o caso Bruna Loiola.

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