Representatividade

Conheça alguns dos artistas negros da cena musical do Maranhão

Entre diversos ritmos, artistas maranhenses não deixam de explorar a cultura em suas produções.
Paulo Pontes/Na Mira18/06/2020 às 14h00

SÃO LUÍS - Quantos artistas maranhenses têm na sua playlist? Ou melhor, quantos artistas negros maranhenses você costuma ouvir? O Na Mira fez uma lista com o objetivo de fazer você conhecer alguns dos artistas negros da atualidade do Maranhão. Se você não conhece alguém daqui, aproveite para pesquisar sobre eles! Veja abaixo.

Enme Paixão

(Foto: Divulgação)

Enme é uma artista Queer natural do Maranhão, cantora, compositora e rapper que traz os ritmos e tambores nordestinos na sua sonoridade. Iniciou sua carreira em 2014 e, desde então, atuou como produtora cultural, DJ, performer dragqueen e rapper. Em 2017, lançou seu primeiro trabalho musical intitulada “Revis”. Enme também fundou o grupo "Queer", onde se apresentava com outros artistas LGBTS do Maranhão. No início de 2018, lançou o single "Sarrar" que recebeu a indicação de "Música do Ano" no "Prêmio Eu Faço A Diferença". Em 2019, Enme lançou o single "Juçara", um pagodão com referências aos dizeres populares do Maranhão. A música foi considerada o "hit de carnaval" pela MTV Brasil e entrou no primeiro EP autoral de Enme, intitulado "Pandú". O novo EP com seis faixas autorais ganhou destaque internacional com sua capa publicada na Vogue Italiana. Entre os destaques do álbum está a música "Killa" com um videoclipe inspirado no reggae e é uma das tracks mais ouvidas de Enme nas plataformas digitais, com mais de 70 mil reproduções. O clipe de "Killa" recebeu duas estatuetas no "Festival de Cinema Maranhão na Tela", vencendo nas categorias "Melhor Performance de Videoclipe" e "Melhor Direção". Em turnê, Enme passou por Salvador (BA), Brasília (DF) e São Paulo (SP), onde venceu o concurso de novos talentos do Festival Sons da Rua 2019 na Arena Corinthians. Enme lançou o single prêmio "Batidão" com o produtor Noize Men. No Carnaval de 2020, Enme mostrou seu trabalho pela primeira vez em Recife (PE) e participou do maior bloco de rua do mundo. A convite do cantor Romero Ferro, Enme fez sua participação no renomado "Galo da Madrugada", puxando o trio ao lado de Pabllo Vittar.

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Pantera Bl4ck

(Foto: Divulgação)

Nova figura da cena autoral de São Luís, a artista, MC e modelo Pantera Bl4ck começou dando voz nas batalhas de MCs da cidade e agora alcança novos movimentos e públicos. Pantera se intrigava com a falta de conteúdo nas rodas, já que sempre foi atuante nos assuntos sobre as minorias e acha necessário falar sobre assuntos relevantes em suas letras. Com seu estilo autêntico, foi ganhando espaço e se destacando nas batalhas de Rap da cidade, sempre dando voz para as temáticas sociais e de empoderamento feminino. Tornou-se integrante do coletivo "Ilha Clan" e, a partir daí, começou a escrever e gravar músicas de sua autoria. Em 2018, começou a se apresentar com seu trabalho solo. Já em 2019, recebeu o convite para participar do grupo Criola Beat. Gravou a música que abre a "Mixtape Vol.02" e fez participação na faixa "193" do mesmo trabalho. Ainda ano passado, fez uma participação com Tiago Maci em seu novo álbum "Amor Delivery". Para 2020, Pantera está trabalhando em sua primeira Mixtape, produzida por Adnon Soares (studio Casaloca) que será lançada ainda esse ano.

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Pâmela Maranhão

(Foto: Divulgação)

Pâmela Maranhão, 23 anos, cantora, compositora e musicista. Aos 12 anos, a artista ganhou seu primeiro instrumento, um violão, presenteado por seu pai. Em 2015, entrou na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), onde cursou Música. No mesmo ano, Pâmela compôs sua primeira música, chamada "Somente Meu". Dois anos depois, Pâmela produziu seu primeiro show autoral, intitulado "Meu Ser". Seus shows sempre tem um repertório diferenciado, com interpretações de artistas renomados da MPB e de uma nova musicalidade, feita por artistas que chegam no cenário atual da música brasileira, além de expor suas próprias composições. Em 2018, Pâmela lançou "Malandra", sua primeira música autoral. A artista participou de várias projetos e festivais musicais ao longo de sua carreira, como o "Festival Internacional de Compositoras", "Entre Elas", "SOMAnas" e "Mostra Cultural Achados e Perdidos".

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Camila Reis

(Foto: Divulgação)

Nascida em São Luís do Maranhão e filha de Nelson Brito e Rosa Reis – artistas de grande atuação na cidade -, Camila Reis desde criança teve contato com mestres da cultura popular maranhense como Dona Teté, Mestre Felipe, Dona Mundica Paca, Dona Roxa, Mestre Apolônio Melonio e Mestre Patinho com os quais teve oportunidade conhecer e participar de suas atividades dançando, tocando e cantando. Depois de passar pela Escola de Música do Maranhão (EMEM), de participar de bandas independentes, coletivos percussivos e espetáculos teatrais sempre trafegando pelos caminhos da expressividade popular brasileira, começou a desenvolver sua musicalidade autoral protagonizando apresentações e shows com a interpretação de canções suas e de outros compositores. É autora do livro Cantigas Divinas, que reúne partituras rítmicas e melódicas de músicas da Festa do Divino Espírito Santo do Maranhão e do Cacuriá; e também desenvolve trabalhos com contação de histórias, utilizando a música e o teatro juntamente com a oralidade.

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Lucca

(Foto: Divulgação)

Lucca, 22 anos, designer, músico, cantor e compositor. Entrou na música aos 14 anos, compondo e tocando gêneros como bossa nova e indie. Em 2010, iniciou sua entrada no Rap, gênero que se identificou e permanece até hoje, participando de batalhas de Rap promovidas na cidade. Lucca integrou o grupo de Rap “Sem Cerimônia” e participou de um coletivo de arte chamado “Articulando”. Depois seguiu carreira solo, lançando suas músicas, como “Palavras não mentem”, “Talvez você não goste” e teve participações em músicas de outros artistas. Lucca entrou para a gravadora U-Simples, onde criou um grupo chamado “No Money Friends”, onde lançou o seu trabalho mais recente, um EP chamado “NoMoney”, que fala sobre liberdade e autoestima. Já na carreira solo, Lucca planeja seu próximo lançamento, uma música chamada “Preta”, falando sobre a autoestima da mulher preta e dele mesmo.

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Jota SF

(Foto: Divulgação)

João Pedro Ferreira, conhecido como Jota SF, 22 anos, é fotógrafo, formado em publicidade, beatmaker e produtor da NUME Records, também possui seus trabalhos como artista produzindo seus próprios sons, inspirados pelo gênero do R&B, Soul, Jazz, e Hip-Hop. O objetivo de Jota é fortalecer a cena musical maranhense, com seus próprios trabalhos, e produzindo trabalho de outros artistas.

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Hagaheli

(Foto: Divulgação)

Hagaheli, 22 anos, cantor, compositor, produtor musical, DJ e idealizador do projeto NUME Records. Tem sua trajetória marcada na música desde 2017, onde explorou a produção musical e desenvolveu trabalhos como DJ, produziu o seu primeiro álbum e desde então tem lançado trabalhos nas principais plataformas digitais afim de se expandir na cena musical. Hagaheli é ex-graduando em engenharia da computação, compõe o projeto NUME Records na produção de arranjos, composição de músicas, marketing digital e é responsável também pelo trabalho como um composto visual baseado nas principais referências que adquiriu ao longo da sua carreira musical. Sua visão sobre o trabalho resume-se a ideia de um empreendimento de produção criativa com um conglomerado de personalidades de mídia e comunicação afim de moldar a cultura com a criação de conteúdo audiovisual independente.

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Liz Lima

(Foto: Divulgação)

23 anos, compositora, cantora, multi-instrumentista, produtora musical e DJ. Sua carreira musical vem se desenvolvendo desde criança,mais precisamente aos 8 anos quando iniciou o estudo do seu primeiro instrumento (bateria). Desde então o seu foco foi a música, explorando a produção musical e habilidades com instrumentos, lançou dois singles em 2019: Saudade e Frenesi que fazem parte do seu trabalho autoral. Liz é estudante e professora de música e na NUME Records desenvolve seus conhecimentos em produção, criação de arranjos, composição e preparo vocal utilizando sua diversidade de referências que passeiam entre R&B até o MPB contemporâneo.

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Criola Beat

(Foto: Divulgação)

Da batida ancestral do tambor de crioula ao encontro com os beats modernos, nasce o Criola Beat, um projeto baseado na pesquisa de ritmos maranhenses, especificamente o tambor de crioula, mesclando com a cultura Hip-Hop e Soundsystem jamaicana, além da música eletrônica. Traz em seus trabalhos um repertório que dialoga com a cultura afro-indígena-maranhense e os assuntos correntes dos guetos e centros urbanos, apresentando a sonoridade latino-americana de resistência cultural. Idealizado e produzido por Adnon Soares, partiu da vivência e registros com mestres da cultura popular e de composições dos beats em estúdio. Conta também com a participação de compositores da nova geração como Breno Santos, Marcelo Oliveira e Abiodun e Pantera Bl4ck, juntamente com os DJs Adaga e Alladin. Com o propósito de dar continuidade ao projeto e reunir novos compositores, foi lançada a segunda mixtape em Fevereiro de 2020, além de um feat. com Enme e Paulão, também no início desse ano. A terceira Mixtape do Criola Beat está prevista para ser lançada ainda esse ano, contando com a participação de Mestres do tambor de crioula.

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Biodz

(Foto: Divulgação)

Abiodun, mais conhecido como Biodz, participou de vários projetos musicais durante a vivência artística que começou no Castelo do Rock, com participação vocal com bandas locais. Fundador da "HisteriaH", cantou durante 10 anos desde 2006 com a banda. Em 2016, juntou a rappers no novo "boom" do Rap em meio às batalhas de rima. Desde então, começou a absorver influências da música local e hoje, além do seu trabalho solo, é compositor e MC do grupo Criola Beat. Junto aos parceiros e parceiras de projeto, faz composições que abordem o cotidiano cultural que o tanto inspirou: os lugares de São Luís. Biodz está com seu primeiro álbum pronto e será lançado em breve. O projeto denominado "Doctor Dun at Casaloca" possui 5 músicas autorais e inéditas e sua proposta é compor com todos os elementos "Roots Rock Reggae" que possam existir na ilha e no mundo.

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Ari Sousa

(Foto: Divulgação)

Ari Sousa é um cantor e compositor independente, o artista tem como foco os ritmos nacionais em suas composições, buscando sempre letras que trilham a empatia com o ouvinte assim como instiga-lo a uma nova visão sobre as próprias canções. O último trabalho lançado, “Quarto de Maria”, está nas plataformas musicais.

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Only Fuego

(Foto: Divulgação)

Only Fuego é um artista Queer, cantor, DJ e compositor maranhense. Lançou seu primeiro trabalho “B.O.Y” em 2017 e sua página do Spotify já ultrapassa 600 mil execuções. Com shows por todo o país, o artista já se apresentou para grandes multidões, como a Parada do Orgulho LGBTQIa+ de SP (2018) e Bloco da Pabllo em SP (2020).

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Gaybriel

(Foto: Divulgação)

Gaybriel é estudante de teatro desde os 8 anos de idade e é apaixonado por Cultura Pop. O artista maranhense trás o ritmo Brega para sua sonoridade, além de mistura com a música eletrônica e trazer uma cara Pop para o Brega Funk. Gaybriel tem um projeto audiovisual chamado “Éguas Experience”, que conta com quatro músicas e videoclipes já lançados: “Senta na Minha Cara Por Favor”, “Falta de Taka”, “Tu Não Me Ama” e “Molhadinha”.

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Brunoso

(Foto: Divulgação)/

Brunoso é Produtor Musical e DJ, inspirado na música eletrônica global voltada para Bass Music e a fusão dela com ritmos periféricos e folclóricos Brasileiros. Seu Soundcloud contém remixes de Trap, Rasteirinha, Funk, Pagodão Baiano entre outros.

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