São Luís 407 anos

Conheça lendas e mistérios de São Luís que circulam há anos

Para celebrar os 407 anos da capital maranhense, confira as histórias que fazem parte do imaginário popular.
Paulo Pontes/Na Mira08/09/2019 às 08h00
Manguda assombrava a região onde fica a Praça Gonçalves Dias, no Centro de São Luís. (Foto: Reprodução)

SÃO LUÍS – São Luís, terra de grande riqueza cultural, completa mais um ano neste domingo (8). Fundada em 1612, pelos franceses, a famosa “Ilha do Amor” comemora 407 anos com um acervo cultural gigantesco, com tradições, cultos, festejos, e claro, muitas lendas para contar. No processo de construção da identidade social de uma comunidade, as lendas têm grande importância, e por isso, por aqui há uma variedade de lendas que são passadas de geração em geração.

A maioria de nós, quando criança, já ficou com medo ouvindo algumas dessas lendas, como por exemplo, a da “Carruagem Encantada de Ana Jansen”, que o conche era puxado por cavalos decapitados, conduzidos por um escravo, também decapitado e com o corpo sangrando. É importante saber que as lendas não são apenas histórias inventadas sem qualquer razão, e sim, histórias que possuem um objetivo, compreendido a partir da análise de seu contexto histórico, do momento em que foram criadas.

O Na Mira te convida para relembrar lendas famosas na capital maranhense, e te contar algumas curiosidades que você, provavelmente, não sabe. Leia:

Lenda da Carruagem Encantada de Ana Jansen

Ana Joaquina Jansen Pereira, também conhecida como "Donana", morou em São Luís no século 19. Ela era uma mulher à frente do seu tempo, foi uma comerciante riquíssima e casou-se duas vezes. Vale ressaltar, que uma mulher se casar pela segunda vez era um preconceito enorme na época. Ana Jansen incomodava muito a sociedade, principalmente os homens, que não gostavam da influência que ela tinha na política.

Donana também ficou muito conhecida por andar sobre os escravos e matá-los. Na época, comprar um escravo era caríssimo, por isso, ninguém matava escravos sem motivo. Mas isso não quer dizer que ela não tenha maltratado seus escravos, aliás, toda a sociedade brasileira maltratava, não era exclusividade dela.

Lenda da Manguda

No final do século XIX, um fantasma assombrava a região onde fica a Praça Gonçalves Dias, no Centro de São Luís. Os que afirmaram já ter visto a assombração, contam que ela era muito branca e possuía uma estranha luz no lugar onde seria a cabeça. Mas você sabe o porquê da invenção dessa lenda?

Em São Luís, tinha um porto no Jenipapeiro, onde era um dos mais distantes e por isso ele era muito utilizado por comerciantes para contrabando. As visitas inoportunas de curiosos era constante. Por causa disso, os defraudadores se fantasiavam de fantasma com lençóis. Nesse momento surge a Lenda da Manguda, na qual seu objetivo era espantar os curiosos. A farsa foi descoberta depois, mas a lenda continuou circulando.

Lenda da Serpente Encantada

Essa é uma das lendas mais conhecidas por aqui. A Serpente Encantada vive nas galerias subterrâneas de São Luís, e não para de crescer. Reza a lenda que um dia sua cabeça, que fica debaixo da Fonte do Ribeirão, encontrará o rabo, que está na Igreja São Pantaleão, causando o afundamento da Ilha. Se você nunca ouviu dizer que quando chove e, São Luís alaga, é porque a Serpente Encantada está levando a cidade abaixo, você não sabe o que é medo.

Lenda da Praia de Olho D'Água

Você já banhou na Praia do Olho D'água? Se sim, então você mergulhou nas lágrimas da índia, filha de Itaporama. A moça apaixonou-se por um rapaz da tribo, que era muito bonito. Isso fez com que a Mãe D'água tivesse um crush por ele. O jovem índio acabou sendo seduzido e levado para o palácio encantado da entidade nas profundezas do mar. Sem o amor correspondido, a moça foi para a beira do mar e chorou até morrer, e de suas lágrimas, surgiram duas nascentes que correm até hoje para o mar.

Centro Histórico de São Luís. (Foto: Reprodução)

Existem muitas outras lendas que circulam por São Luís, deixando a cidade com um "ar de mistério". Eu te convido a fazer um passeio pelo Centro Histórico e conhecer o cenário de várias dessas histórias, que fazem parte do imaginário popular.

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