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Álbum do maranhense Enme Paixão ultrapassa 80 mil streams

A turnê de divulgação de Enme tem atraído olhares para questões sociais e para a qualidade sonora do EP.
Na Mira, com informações da assessoria27/07/2019 às 09h09
Álbum do maranhense Enme Paixão ultrapassa 80 mil <i>streams</i>Enme Paixão para a revista Vogue. (Foto: reprodução)

SÃO LUÍS - O maranhense Enme Paixão está fazendo sucesso com o seu mais recente álbum musical, o Pandú. Composto por seis faixas, o trabalho possui músicas autorais e referências ao Maranhão, com a mistura dos ritmos regionais, hip hop, R&B, afro beat, bahia bass, trap e samba. A turnê de divulgação de Enme tem atraído olhares para questões sociais e para a qualidade sonora do EP, que já passou dos 80 mil streams nas plataformas digitais.

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Desde a primeira faixa do álbum, intitulada ‘Parem de nos Matar’, o cantor chama a atenção para as disparidades sociais e militância negra, feminina e LGBTQ+. “A nação que mais mata LGBT / Mulher, preto, viado e dizem não ver / Não vou ficar calado de braço cruzado / Se guerra eles querem, isso vão ter”. Um forte apelo social que relembra a situação da maioria da população negra, muitas vezes esquecida pela sociedade e autoridades do país.

As faixas são produções de Brunoso, Sandoval Filho, Fabregas Music e Joe Joeezy, sendo finalizado em Angola através da gravadora Sotaque. “Quando eu lancei o ep, jamais imaginei que teria tanta repercussão. Mas todo mundo que participou desse processo trabalhou com tanta maestria, que o resultado foi avassalador. Muita gente se surpreendeu com a qualidade e o fato de ser uma produção maranhense”, conta Enme.

O primeiro Single publicado do trabalho já é uma explícita chamada para a cultura maranhense. ‘Juçara’ fala sobre as lendas, cultura, músicas e gastronomia maranhense. É um apanhado de referências que falam sobre a relação do artista com o Estado, fortalecendo o sentimento de pertencimento à cultura local, tão buscada por alguns artistas regionais. Também fazem parte do álbum 'Killa', 'Big Street', 'Neguinho' e 'Perfume'.

“O objetivo era justamente esse. Quebrar a ideia de música local e, ainda assim, carregar tanta regionalidade. Nos show da turnê de divulgação, é surreal ouvir o público cantar todas as músicas inteiras. É um show autoral, onde canto todas as minhas parcerias e lançamentos solo, com bailarinos e tudo mais. Do jeitinho que a Beyoncé me ensinou a fazer (rs). E a cada show, o público se mostra mais fiel e mais empolgado. Tá sendo maravilhoso construir tudo isso aqui na minha terra e não vejo a hora de levar isso pro Brasil inteiro", explica o cantor.

O EP ainda conta com participação da cantora Maya Black na música “Neguinho” e um remix de “Sarrar” na versão 150 bpm como faixa bônus, que foi liberada para download antecipadamente.

CAPA INTERNACIONAL

Vale lembrar que o EP ganhou destaque na Vogue Itália, destacando a relevância do trabalho não só a nível local, mas também nacional e internacional. A capa de Pandú foi desenvolvida pela equipe da Cazzu Br em parceria com a gravadora Sotaque, com direção criativa de Johrdam, direção de arte de Neto Martins, make up por Ezequiel D’Castro, Francisco Bruno como assistente de produção, fotografia de Amanda Aramaki e João Pires como assistente de fotografia.

Escute uma das músicas do novo álbum do maranhense:

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