Metade das mortes violentas se dá por suicídio, diz OMS

CNN 04/10/2002 às 12h08

LONDRES -- A violência em todas as suas formas mata 1,6 milhão de pessoas anualmente, em todo o mundo, e cerca de 50 por cento dos casos ocorrem por meio de suicídio, de acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado nesta quinta-feira.

A violência, ainda segundo o estudo, é uma das principais causas de morte desde a adolescência até a vida adulta média.

Seja por guerras, homicídios, suicídios, abusos familiares, sexuais ou nas mãos da comunidade, a violência penetra todas as camadas da sociedade e custa bilhões de dólares por ano para o setor da Saúde, bem como em perda de produtividade.

"O mais impressionante é o tamanho do problema, independentemente do país, da região ou da religião", disse Etienne Krug, autor do primeiro relatório da OMS sobre a violência.

"A violência é inaceitavelmente alta em todos os países", acrescentou.

Depois de três anos de elaboração e com o apoio de 160 especialistas de todo o mundo, o relatório é o documento mais completo sobre a crueldade que os humanos infligem uns aos outros e contra si mesmos.

"Queremos pôr a violência na agenda da saúde pública em geral, em todo o mundo", acrescentou Krug.

Dos quase 1,6 milhão de mortes violentas, a metade é de suicídios, um terço é de homicídios e 20 por cento estão relacionadas às guerras, segundo o relatório.

O suicídio levou a 815 mil mortes em 2000, o que o coloca em décimo terceiro lugar entre as principais causas de óbito em todo o mundo.

Os habitantes da Europa Oriental têm o índice mais alto de suicídios, enquanto os países da América Latina e alguns da Ásia apresentam as taxas mais baixas.

No mesmo ano, 520 mil pessoas morreram em conseqüência de violência doméstica, juvenil, familiar ou institucional, incluindo violações, ataques sexuais e abusos de crianças e idosos.

Ainda de acordo com o relatório, o século XX foi um dos mais violentos na história.

Em torno de 191 milhões de pessoas, a metade delas civis, perderam a vida em conflitos armados.

O estudo recomenda planos nacionais de ação para a prevenção da violência, o aumento da coleta de dados sobre a violência e estratégias de prevenção.

Também pede políticas educacionais para promover a igualdade social e entre os sexos, a adesão a tratados internacionais que protejam os direitos humanos e maiores esforços para responder à violência que surge do tráfico de armas e drogas.

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