Pergentino Holanda

Fernando Sarney com três lendas do futebol

Mais: Neymar precisa voltar

PH

O conselheiro mundial da FIFA, Fernando Sarney, na torcida do Brasil, ontem, ao lado de três lendas do nosso futebol
O conselheiro mundial da FIFA, Fernando Sarney, na torcida do Brasil, ontem, ao lado de três lendas do nosso futebol

Que fique a lição

A Seleção Brasileira está classificada para as oitavas de final da Copa do Catar. Venceu a Suíça com muita dificuldade, mas que fique a lição. Sim, ainda precisamos de Neymar. Talvez menos do que em 2014 e em 2018, mas ainda bastante.

A vitória por 1 a 0 só veio quando Tite apostou em Rodrygo na função do camisa 10, na segunda etapa.

Foi ele que sempre tentou o diferente e furou o bloqueio suíço, com uma personalidade impressionante, arriscando o imprevisível e verticalizando com sofreguidão. O passe para o golaço de Casemiro foi dele. Antes, no gol anulado por milímetro de Vini Jr., de novo ele inventou um corta-luz que desmontou a linha de defesa suíça, permitindo a arrancada do ponteiro do Real Madrid.

E temos de falar de Casemiro. Qual o problema de chamá-lo de craque? Ele é o Neymar do sistema defensivo. É de uma precisão incrível. Não erra passe e acerta o bote.

 

Novamente Fernando Sarney com Roberto Carlos
Novamente Fernando Sarney com Roberto Carlos

Neymar precisa voltar

Duas peças arrancaram a vitória. Casemiro, esse monstro. E Rodrygo, que encarnou Neymar, incendiou o estádio e mudou a perspectiva mental, como se a certeza da vitória estivesse dentro do peito.

A linha de cinco só se rompeu quando ele entrou e empurrou a barricada vermelha para trás, atraindo marcação e abrindo espaços para Vini.

O Brasil está nas oitavas, mas que recupere Neymar. Imagine ele mais Rodrygo e Vini, juntos?

A Seleção se classificou para as oitavas de final, mas ficou claro que o Brasil ainda precisa de Neymar.

O poder unificador da nossa Seleção

Antes da estreia estupenda da Seleção Brasileira na Copa do Mundo do Catar,  ouvi gente dizendo que não iria acompanhar os jogos, porque não havia clima para voltar a vestir a camiseta amarela – transformada em símbolo do bolsonarismo e de grupos que insistem em defender o golpe militar.

Pois é. Bastou o timaço de Tite entrar em campo (e Richarlison fazer aqueles dois gols) para tudo mudar: nas ruas, nos bares, nas casas e diante dos telões públicos, o que se viu foi uma vibração uníssona e inequívoca do velho e saudável orgulho nacional, que, no fundo, estava apenas adormecido.

É verdade que o futebol é associado, muitas vezes, à alienação das massas. Mas hoje, sem medo de errar, eu diria que a bola pode ter o efeito de reaproximar e, quem sabe, até mesmo de apaziguar a nação.

Teresa Sarney tendo como pano de fundo o belo estádio em que o Brasil venceu a Suíça por 1x0
Teresa Sarney tendo como pano de fundo o belo estádio em que o Brasil venceu a Suíça por 1x0

O golaço de Casemiro

Alguém aí pode argumentar que a hipótese é exagerada, afinal, houve patriotas diante dos quartéis que não comemoraram a vitória da Seleção. Houve, também, quem vibrasse com a contusão do craque Neymar, apoiador do presidente Jair Bolsonaro, ou quem torcesse o nariz para Richarlison, por suas posições progressistas.

Fora isso, a Copa ocorre em um país marcado por violações de direitos humanos. Não dá para negar o problema.

Ainda assim, no jogo de ontem, eu estava fardado outra vez com a minha camiseta canarinho para torcer como nunca por mais um show brasileiro no gramado.

Não deu com o gol anulado do Vini Jr., mas foi uma explosão com o golaço do Casemiro.

A bola está com os garotos

Sem a companhia de Neymar, o nosso craque maior, jovens talentos do Brasil tiveram a chance de mostrar, contra a Suíça, que podem dar conta do recado na Copa do Mundo. A vitória sobre a Suíça nos colocou nas oitavas com apenas 180 minutos em campo.

Era noite no Catar, já na hora da quinta e última oração do dia, a salat-ul-isha. Quando os alto-falantes das mesquitas rasgaram o silêncio com o Azan, o chamamento para as cinco orações, já estávamos comemorando a classificação antecipada.

Aliás, comemorar é o que os brasileiros mais têm feito sob o sol de Doha, Mesmo com cerveja controlada, mesmo com regras rígidas a serem seguidas, há uma empolgação juvenil com a Seleção. E da Seleção. Não é para menos.

Teresa Sarney entre lendas do futebol
Teresa Sarney entre lendas do futebol

Discretamente, como é do seu estilo, Teresa Sarney é vista na Tribuna Especial logo atrás de lendas do futebol como Kaká, Cafu, Roberto Carlos e Ronaldo Fenômeno

Passando o bastão

Esta Copa do Mundo no Catar está servindo como cenário para a passagem de bastão no futebol mundial no contexto de seleções.

Saem de cena depois dela Cristiano Ronaldo, Messi, Modric, Kane, talvez, e, possivelmente, Neymar. Os herdeiros já estão aqui. Mbappé, o principal deles. Mas há uma lista de outros garotos prontos para preencher o vazio que esses astros deixarão. Não estou dizendo que eles serão ETs como Messi e CR7. Mas que poderão se adonar do espaço midiático deles.

E aqui reside a euforia juvenil que agita os brasileiros: boa parte deles são nossos. Vini Jr., Rodrygo, Antony e Martinelli são sub-22. Além deles, ainda temos Raphinha, Paquetá, Richarlison, Pedro e Gabriel Jesus, todos com 25 anos.

A cara deste novo Brasil

Amigos do PH que estão em Doha contam que ali a Seleção é de uma alegria contagiante. E era essa alegria que se esperava ontem, no começo de noite no deserto.

Não havia o brilho de Neymar, mas não faltou o sorriso de Vini, a precisão de Casemiro, a irreverência de Richarlison, a ousadia de Rafinha, o destemor de Rodrygo, a classe de Paquetá, a agressividade de Martinelli e o faro de Gabriel Jesus. Esses garotos são a cara deste novo Brasil.

 

Após o gol da vitória do Brasil contra a Suíça, o técnico Tite foi dar um beijo no filho Matheus Bachi
Após o gol da vitória do Brasil contra a Suíça, o técnico Tite foi dar um beijo no filho Matheus Bachi

De pai para filho

O sonho dele é se tornar técnico, assim como seu pai. Mas, por enquanto, Matheus Bachi é auxiliar técnico de Tite e, no jogo de ontem, protagonizou uma bonita cena ao lado dele, após o gol de Casemiro, que deu a vitória ao Brasil contra a Suíça.

Enquanto os jogadores comemoravam o novo placar, seu Adenor (é este o nome de Tite), correu para dar um beijo e um abraço no filho, com quem já trabalha há sete anos.

O primogênito de Tite e Rosmari Rizzi Bachi se formou em Ciência do Exercício e já era auxiliar técnico no Caxias, quando foi convidado pelo pai para trabalhar com ele em 2015, no Corinthians. Com a ida de Tite para a Seleção, o irmão mais velho de Gabriele acompanhou o pai, apesar das críticas por “nepotismo”.

Casado com a influenciadora digital Fernanda da Silva Bachi, ele se dá bem nas redes sociais e já tem mais de 170 mil seguidores no Instagram.

Neymar e política

Muito se cobra dos jogadores de futebol posições políticas em nome da notoriedade que eles têm. Neymar fez isto. Abriu voto para Bolsonaro.

Bastou ter lesão no jogo de estreia da Copa do Mundo para que muita gente utilizasse redes sociais destratando o jogador.

Primeiro reclamam que jogadores não participam da política, depois criticam quem se manifesta se o candidato não for o seu. Casemiro saiu em sua defesa e fez muito bem. Eu digo que os jogadores podem e devem participar da vida política do nosso país e votar em quem bem entenderem. Vale para todos nós. E que o Neymar nos ajude a ganhar a Copa.

Ontem, Casemiro fez a sua parte.

Toda copa é para sempre

Eu estaria mentindo se dissesse que minha Copa inesquecível é a de 1970 ou a de 1974 – as primeiras que lembro ter visto com maior entusiasmo. E também estaria mentindo se dissesse ter uma Copa inesquecível.

Todas deixaram lembranças, sedimentadas pelos replays na TV e pelos telejornais.

São cenas e personagens que acesso sem precisar recorrer ao YouTube ou ao Google.

DE RELANCE

Aplausos para Ângela Salazar

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio da Assessoria de Inclusão e Diversidade e da Comissão de Promoção de Igualdade Racial, realiza nesta quarta-feira, 30, evento em celebração ao Dia da Consciência Negra, cujo tema é “Democracia e Consciência Antirracista na Justiça Eleitoral”, que ocorrerá presencialmente, das 10h às 17h, no Auditório I do TSE, e também será transmitido pelo canal do TSE no YouTube.

Convidada especial, a presidente do TRE-MA, desembargadora Angela Salazar, única mulher negra presidente, comporá a mesa de abertura juntamente com o presidente e o corregedor do TSE, ministros Alexandre de Moraes e Benedito Gonçalves, que também coordena a Comissão de Promoção de Igualdade Racial.

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No assunto: o evento é destinado aos trabalhadores da Justiça Eleitoral e ao público interessado na temática, que pode se inscrever até as 18h desta terça-feira, através da página de eventos do TSE.

Entre os assuntos a serem abordados estão “os desafios de candidaturas negras no processo eleitoral”, a “igualdade racial no ambiente de trabalho e na sociedade” e “o futuro da redução da desigualdade racial no sistema eleitoral”.

Também durante o encontro será lançada a cartilha “Expressões Racistas – por que evitá-las”.

Posse de Reynaldo Fonseca

A Academia Maranhense de Letras Jurídicas realiza hoje à noite a solenidade de posse do Ministro do STJ Reynaldo Soares da Fonseca na cadeira de nº 24, patroneada por Bento Moreira Lima, e recepcionado pelo Acadêmico Roberto Carvalho Veloso.

Ministro do STJ desde 2015, Reynaldo Soares da Fonseca possui 30 anos de magistratura e 40 anos de serviço público. Formado em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), é Mestre em Direito Público pela PUC/SP; Doutor em Direito Constitucional pela Faculdade Autônoma de São Paulo / FADISP com pesquisa realizada na Universidade de Siena (Itália) e Pós-Doutor em Democracia e Direitos Humanos pela Universidade de Coimbra (Portugal).

O Presidente da AMLJ, reeleito para o biênio 2022-2024, advogado Júlio Moreira Gomes Filho é quem está à frente do evento, que acontece às 18h30 no Salão “Casa de Portugal” no Convento das Mercês.

Sem palavras

O presidente Jair Bolsonaro optou pelo silêncio em sua primeira participação em um evento público desde a derrota no segundo turno das eleições. Bolsonaro esteve no sábado em uma formatura de cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende, no Rio de Janeiro. Ele não discursou durante o ato nem falou com a imprensa.

Na cerimônia, o presidente entregou o espadim ao primeiro colocado da turma, o cadete Pedro Henrique Conegatto do Amaral (foto), e cumprimentou os formandos e seus familiares.

O vice-presidente Hamilton Mourão, senador eleito pelo Rio Grande do Sul, esteve ao lado do presidente na solenidade. 

Sesc 75 Anos: lançamento de livro

O Sesc Maranhão completou 75 anos de atuação no Maranhão com conquistas e o reconhecimento da sociedade pelos serviços prestados nas áreas de saúde, cultura, educação, assistência e lazer.

E como parte das celebrações, realiza nesta terça-feira, o lançamento do livro “Histórias, memórias, reconhecimento e (con)vivências”, que narra a história da instituição e de pessoas que tiveram suas vidas entrelaçadas nessas sete décadas e meia.

O evento acontece a partir das 19 horas, no Condomínio Fecomércio/Sesc/Senac, para convidados e imprensa.

Para escrever na pedra:

“A grande vaia é mil vezes mais forte, mais poderosa, mais nobre do que a grande apoteose. Os admiradores corrompem”. De Nelson Rodrigues.

TRIVIAL VARIADO

Espanha, Brasil, Arábia Saudita e Japão, quatro das equipes que mais se destacaram na Copa do Mundo até aqui, têm em comum o reaproveitamento, no Catar, de boa parte de seus elencos que disputaram os Jogos Olímpicos de Tóquio, no ano passado.

Artilheiro das Olimpíadas, Richarlison é também um dos artilheiros da Copa até aqui. O futebol masculino é disputado nos Jogos Olímpicos por times sub-23, mas, por conta do adiamento causado pela pandemia, em Tóquio as equipes foram sub-24 – logo, com atletas que faziam aniversário de 24 anos até o fim de 2021. Além disso, os elencos podem ter três atletas mais velhos.

A sondagem da Construção do Maranhão, elaborada pela Federação das Indústrias do Estados do Maranhão (Fiema) em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que os níveis da atividade da construção civil tiveram um aumento no mês de setembro de 2022. 

No assunto: as expectativas eram de crescimento, mas, em outubro de 2022 com a queda na atividade produtiva e variação negativa na empregabilidade, as expectativas caíram cerca de 36 pontos quando comparado o resultado ao mês anterior.

Continua repercutindo o artigo assinado pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), Edilson Baldez, que defendeu a aprovação do Plano Diretor de São Luís como forma de organizar a cidade e garantir interesses coletivos.

No capítulo, Baldez destacou que a demora na tramitação do Plano Diretor, que já dura mais de uma década, dificulta a expansão socioeconômica da cidade e freia a atração de projetos e investimentos produtivos, além de inibir a instalação de novas empresas pela falta de regras claras e objetivas.  

O Índice de Confiança do Empresário Industrial do Maranhão (ICEI-MA) sofreu uma variação negativa de 13,7 pontos na mudança de outubro para novembro de 2022, passando de 61,3 para 47,6 pontos; um indicativo de que a confiança dos empresários maranhenses foi abalada pelas incertezas provocadas pelos resultados das eleições.

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