Arraiá da Mira

Fé e cangaceiros do sertão nordestino são destaques da 1ª noite do Arraiá da Mira

Figuras como Lampião e Maria Bonita foram lembradas nos temas das juninas.
Angra Nascimento/Na Mira07/06/2019 às 08h28

IMPERATRIZ – A 11ª edição do Arraiá da Mira foi aberta nessa quinta-feira (6), em grande estilo. Seis quadrilhas juninas se apresentaram no tablado do evento, onde retrataram fé e figuras clássicas do sertão nordestino, como Lampião, Maria Bonita e o rei do forró, Luiz Gonzaga.

Encanto, magia e emoção tomaram conta do estacionamento do Imperial Shopping, que se transformou numa verdadeira “cidade do arraiá”. O espaço ganhou todo o colorido do São João, com uma cidade cenográfica que foi montada no local, encantando quem foi prestigiar o evento.

A programação da primeira noite do Arraiá da Mira foi aberta com a quadrilha junina da Mió Idade, com show de animação no tablado do evento. Em seguida, a primeira junina que disputa o título de melhor do Maranhão iniciou o concurso.

A festa foi aberta pela quadrilha junina da "Mió Idade". Foto: Angra Nascimento.

Flor do Ribeirão veio de Governador Edison Lobão, e trouxe todo o encanto do Nordeste em sua apresentação. Com o tema “A fé nordestina está na devoção”, a junina veio com 28 pares. Elementos nordestinos como a figura do Lampião e coloridas das vestimentas embalaram a apresentação que priorizou a dança.

Flor de Ribeirão trouxe todo o encanto do Nordeste em sua apresentação. Foto: Angra Nascimento.

Incentivador da cultura, o prefeito de Governador Edison Lobão, Geraldo Braga, acompanhou de perto a apresentação da junina e ressaltou sobre a importância do incentivo as festas folclóricas. “Estamos mais uma vez no Arraiá da Mira, e apoiar a cultura é uma forma de os jovens se livrarem de várias coisas negativas”.

O concurso junino continuou na primeira noite com apresentação da junina Unidos Pelo São João da cidade de João Lisboa que foi a segunda da noite. Colorida, a junina homenageou as pessoas com deficiência que sofrem preconceito.

Unidos Pelo São João da cidade de João Lisboa que foi a 3ª da noite. Foto: Angra Nascimento.

Com o tema “De Corpo, Alma e Coração”, a junina veio com 35 pares, onde as meninas estavam vestidas de bonecas de milho e os meninos de espantalhos. No tablado, a junina apresentou uma festança no milharal, com muita dança e animação. “Ensaiamos cinco meses para fazer bonito no Arraia da Mira”, ressaltou o marcador, Wanderson Alencar, que na apresentação encenou um agricultor.

A quarta apresentação da noite ficou por conta da Junina Conceição, de Imperatriz, estreante no Arraia da Mira. Com 24 pares, o grupo retratou em seu tema o trabalho infantil e o sofrimento do povo sertanejo, através do tema “E a fé no São João”.

A 4ª apresentação da noite ficou por conta da Junina Conceição, de ITZ. Foto: Angra Nascimento.

O marcador da junina, Deir Vieira, afirma que o grupo está confiante, apesar do nervosismo. “Viemos para fazer valer a pena cinco meses de ensaio. Estamos nervosos, mas confiantes que vamos fazer uma bela apresentação”.

No tablado do evento, a junina envolveu o público com o tradicional casamento no melhor estilo nordestino. Retratando os tradicionais personagens Lampião e Maria Bonita, a junina trouxe, ainda, vários elementos do sertão nordestino, evidenciado nas vestimentas coloridas, e claro, muita dança.

O concurso junino que vai eleger a melhor quadrilha do Maranhão prosseguiu com apresentação da junina Raio Lunar, de Montes Altos, que foi a quinta apresentação da noite. Para encantar o público e os jurados, o grupo fez uma confecção entre os Estados do Maranhão e Pará, onde cada um tem uma cultura diferente.

Raio Lunar, de Montes Altos, que foi a 5ª apresentação da noite. Foto: Angra Nascimento.

A junina trouxe, tanto nas vestimentas, quanto nas vestes, elementos das duas culturas, como reggae, boi e cacuriá. Foram cinco meses de ensaio e a expectativa é conquistar a plateia. “Ano passado ficamos em primeiro lugar na votação do público como a melhor da noite, este ano, novamente queremos encantar a plateia”, almeja o marcador da junina, Rafael Nauã.

No tablado, a Raio Lunar envolveu o público com vestimentas na cor amarela, e elementos do bumba meu boi. A dança fugiu do tradicional forró, típico do São João.

A penúltima apresentação da noite foi da junina Mensageiros, representante de Imperatriz. A quadrilha trouxe para o Arraiá da Mira todo o encanto do São João numa homenagem ao trio nordestino de forró: sanfona, triângulo e zabumba, com o tema “Brilham as estrelas de São João”.

A penúltima apresentação da noite foi da junina Mensageiros, representante de ITZ. Foto: Angra Nascimento.

Com 25 pares, a junina ensaiou seis meses, para fazer bonito no tablado evento. A apresentação foi de muita dança, no melhor estilo forró pé de serra. Devido a enchente que atingiu em Imperatriz no mês de abril, muitos quadrilheiros não tiveram motivação para brincar, por isso o grupo veio pequeno, porém, animado ao som da sanfona, zabumba e triângulo, em homenagem ao rei do baião, Luiz Gonzaga.

Fechando a programação da primeira noite, se apresentou a campeã do Arraiá da Mira em 2017 e quarta colocada da edição 2018, Flor de Mandacaru, de Açailândia. Focada no título, a junina que ensaiou cerca de oito meses, veio grande, com 50 pares, somando com equipe apoio um total de 150 pessoas envolvidas com o espetáculo.

Flor de Mandacaru, de Açailândia fechou a primeira noite do Arraiá da Mira. Foto: Angra Nascimento.

Para brilhar no evento e encantar os jurados, o grupo investiu alto, cerca de R$ 100 mil. Os gastos incluem cenários e vestimentas estilizadas e pomposas. Paula, que faz o papel de noiva, observa que o Arraiá da Mira “proporciona muita visibilidade para as quadrilhas, e as pessoas reconhecem o evento, não só de Imperatriz, mas da região”.

Com o tema “O Divino sou eu”, a junina retrata a festa do divino da cidade de Alcântara e envolveu o público. “A temática foi pensada para celebrar os 10 anos da Flor. É uma temática bem nossa, bem popular, e a festa do Divino representa a mistura com a religiosidade e que tem tudo a ver com o nosso fazer junino”, destaca Beto Alves, marcador e criador do espetáculo.

No tablado, a junina envolveu o público com um mega cenário e elementos da festa do Divino Espírito Santo, especificamente a de Alcântara, como caixa, bandeira e pomba. Com vestimentas estilosas, os quadrilheiros fizeram troca de figurino durante a apresentação, encerrando o espetáculo todos de branco, simbolizando a paz. O público que ficou até o final, aplaudiu de vir a apresentação da Flor de Mandacaru que foi de encher os olhos.

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