Natal

Fonoaudióloga humaniza em árvore de Natal com fotos de pacientes

A iniciativa contemplou pacientes mirins da especialista Sheila Belchior.
Angra Nascimento /Imirante Imperatriz22/12/2016 às 08h07

IMPERATRIZ – Com a proximidade do Natal muitas pessoas e empresas seguem a tradição, e montam suas árvores de Natal. A maioria não foge muito do habitual. No entanto, a fonoaudióloga Sheila Belchior, de Imperatriz, inovou, humanizando sua árvore com fotos de seus pacientes.

A iniciativa partiu da própria profissional, que ressalta, a ideia concebia com o propósito de humanizar a relação com seus pacientes, principalmente as crianças. “Eu gosto muito de humanizar o ambiente de atendimento. Eu acredito que as pessoas, quando procuram um profissional para se tratar, elas buscam muito mais do que a resolução do seu problema, mas querem um aconchego, um carinho. Então, minha intenção é que as pessoas percebam que nós temos muita alegria em recebê-las”, justifica.

A árvore conta com fotos de pacientes. (Foto: Angra Nascimento/ Imirante Imperatriz)

Para demonstrar esta alegria, Sheila pensou numa árvore em que conta com fotos de todos seus pacientes mirins. De acordo com a especialista, as fotos, as quais ela posa com os pequenos pacientes, foram tiradas ao longo do ano. “Eu fiz uma foto com cada criança, em atendimento, vestidas de cor natalina e pendurei na árvore”, explica, lembrando que a iniciativa tocou as mães e até as próprias crianças protagonistas do gesto. “As crianças, quando voltam ao consultório, ficam se procurando nas fotos, se sentiram homenageadas, amadas”, alegra-se a fono.

Sheila Belchior reconhece que no mundo de hoje, as pessoas esquecem-se, de promover gestos humanizados, “como mandar um cartão, escrever uma palavra, falar para a pessoa que gosta dela olhando no olho. A gente precisa retomar esses laços que às vezes vão ficando esquecidos. E, o Natal é uma data em faz a gente pensar sobre isso”, provoca a especialista a uma reflexão.

Sheila Belchior inovou em sua árvore de Natal. (Foto: Divulgação/ Sheila Belchior)

A fonoaudióloga acredita que esse distanciamento é fruto do consumismo e individualismo provocado pela era digital. “A digitalização nos faz evitar o contato. A gente digita uma mensagem, quando às vezes poderia estar falando pessoalmente, olho no olho. É importante que a gente use a tecnologia, mas que a gente não deixe de pensar que é muito mais gostoso um abraço, uma palavra olho no olho, sentir o calor, a gente precisa resgatar isso”, analisa.

Redes sociais

Para a psicóloga Venúsia Milhomem, a individualização ocorre devido à substituição das relações frente a frente. “Nesse sentido, a substituição passa a ser uma dificuldade da pessoa. Se nós colocarmos a responsabilidade nas redes sociais, nós estamos tirando a responsabilidade do livre arbítrio de cada pessoa, a partir do momento em que você fica escravo de uma tecnologia. O problema não é a tecnologia, o problema é a forma como você está utilizando”, explica a psicóloga, ressaltando que é salutar ter as redes sociais para desejar um feliz Natal, um feliz ano novo. “Mas as redes não podem substituir aquele papo gostoso que você tem com uma pessoa presencialmente”.

Venúsia Milhomem afirma que o problema não é a tecnologia. (Foto: Divulgação/ Venúsia Milhomem)

A psicóloga afirma, ainda, que as redes sociais têm a vantagem de aproximar pessoas que estão distantes, mas a contrapartida acaba distanciando pessoas que poderiam ter um contato real. “Não podemos culpar as redes sociais, mas sim a forma como você as usa. São ferramentas fundamentais, não é uma parte essencial em nossas vidas, elas são um complemento. Não podem ser substituídas”, aconselha Venúsia Milhomem.

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