Cinema

Doze produções brasileiras participam do Festival de Cinema de Berlim

Em mostras competitivas e não competitivas, estão obras cinematográficas incentivadas pela Ancine.
Na Mira, com informações da Secretaria Especial da Cultura17/02/2019 às 18h58
Doze produções brasileiras participam do Festival de Cinema de BerlimA coprodução Rise, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca, disputa o principal prêmio do festival, o Urso de Ouro. (Reprodução)

Um dos mais importantes festivais de cinema do mundo, o Festival Internacional de Berlim, conta com a participação de 12 produções brasileiras. A 69ª edição da mostra, que se encerra neste fim de semana, ocorre na capital alemã desde o último dia 7 com exibições de filmes, palestras, workshops, seminários e conferências.

Na disputa pelo principal prêmio do festival, o Urso de Ouro, está o curta Rise, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca, uma coprodução Brasil, Canadá e Estados Unidos. Rise (Reaching Intelligent Souls Everywhere) é um movimento criado pelo poeta canadense Randell Adjei, que, desde 2012, promove encontros em que poesia e música são usadas para compartilhar histórias e experiências pessoais. No filme, os diretores lançam um olhar sobre artistas deste movimento – em sua maioria, jovens da primeira geração de ascendência africana e caribenha nascida no Canadá. A performance diante da câmera ocorre em uma estação de metrô. As novas galerias subterrâneas de Toronto simbolizam a conexão do centro da cidade com zonas periféricas, revelando a dimensão alegórica de sua escolha como cenário.

Para o diretor-presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Christian de Castro, a participação do Brasil no festival é resultado direto da política audiovisual promovida pela agência, ou seja, “da estratégia de investimento em coproduções minoritárias executada nos últimos anos, que vem propiciando uma internacionalização dos filmes brasileiros independentes”. Christian de Castro participou, na Alemanha, de uma série de encontros com representantes de entidades internacionais cinematográficas. Entre elas, a reunião do Conselho Consultivo da Conferência de Autoridades Audiovisuais e Cinematográficas de Iberoamérica (CAACI), do qual a Ancine, vinculada ao Ministério da Cidadania, é membro.

O conselho promove o desenvolvimento da cinematografia nos países ibero-americanos e a integração desses países, por meio de uma participação equitativa, na atividade cinematográfica regional. Entre os programas mantidos pela entidade estão o Programa Ibermedia, o Ibermedia TV, o DocTV LatinoAmérica e o Observatório Ibero-Americano do Audiovisual. A CAACI é formada por 20 países membros (sendo 19 países da América Latina e Ibéria e a Itália).

Obras brasileiras em Berlim

O longa Marighella, estreia na direção de Wagner Moura, foi exibido na mostra principal, mas fora de competição. Integram a mostra Panorama os longas Greta, de Armando Praça; Divino Amor, de Gabriel Mascaro; a coprodução Brasil-Argentina Breve história del planeta verde, de Santiago Loza; e o documentário Estou me guardando para quando o Carnaval chegar, de Marcelo Gomes.

A Mostra Panorama Dokumente recebe a coprodução com Cuba La arrancada. Na Mostra Forum, estão os longas Chão, de Camila Freitas; Querência, de Helvécio Marins Jr; e A rosa azul de Novalis, de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro. O ensaio, de Tamar Guimarães, está na mostra Forum expanded; Espero tua (re) volta, de Eliza Campai, está na Mostra Geração “14 plus”, focada em conflitos de crianças e adolescentes.

Além das mostras, o Brasil marca presença nos eventos de mercado “Co-Prodution Market”, com o projeto Rule 34, e “Talent Project Market”, com os projetos Três Irmãos e Livramento. O Berlinale Talents, programa de residência do Festival de Berlim destinado ao aprimoramento de jovens talentos internacionais de audiovisual, tem neste ano a participação de 14 realizadores brasileiros nas oficinas, palestras, workshops, seminários e conferências.

Entre os 250 realizadores selecionados, os brasileiros são: Alois Di Leo (Caminho dos Gigantes); Ana Alice de Morais (Esse Amor que nos Consome); Clarissa Guarilha (Tão Longe é Aqui); Barbara Colen (Aquarius); Ricardo Martensen (Cine São Paulo); Manuela Falcão (Tinta Bruta); Luiz Lepchack (Com Todo Amor que Disponho); Julia Alves (Los Territorios); Will Domingos (Sr. Raposo); Aline Belfort (Antônio Um Dois Três); Fernanda Pessoa (Histórias Que Nosso Cinema Não Contava); Wilssa Esser (Temporada); Victor Guimarães (Crítico de Cinema) e Talita Arruda (Distribuidora).

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