Safari Central

Aplicativo usa realidade aumentada para salvar animais da extinção

O Safari Central traz personagens baseados em animais reais em parceria com organizações de conservação de seis países.
Ingrid García / Na Mira, com informações da WWF-Brasil05/09/2017 às 13h40

BRASIL - Criado pela startup queniana Internet of Elephants, o jogo Safari Central lançado em uma versão piloto no mês de agosto, utiliza a realidade aumentada para que os usuários possam tirar fotos com seis animais selvagens baseados em informações reais. No ano que vem, novos animais e funcionalidades serão acrescentados de acordo com a reação do público, transformando o app em um verdadeiro “Pokémon Go da natureza”, em que as pessoas poderão encontrar os animais pelas cidades.

No piloto, um elefante, uma rinoceronte, uma lêmure, um pangolim e um urso-cinzento estarão ao lado de Atiaia, uma das onças-pintadas monitoradas pelo Pró-Carnívoros com o apoio do WWF-Brasil no Parque Nacional de Foz do Iguaçu, no Paraná. Os movimentos da Atiaia foram captados por câmeras escondidas na mata e serviram para criar uma versão realista do animal no aplicativo. Com dados sobre a disposição geográfica, tamanho e hábitos da onça e dos outros animais, os desenvolvedores da Internet of Elephants criaram uma versão digital de cada bicho, que agem como se estivessem em seu habitat natural, rugindo, caminhando, etc.

"A Mata Atlântica corre o risco de perder o seu principal predador – a onça pintada. Falta apenas 1% dessa espécie e precisamos protegê-la com urgência. A Mata Atlântica é considerada um dos principais biomas do mundo, com 148 milhões de pessoas e 20 mil espécies de árvores e arbustos. Apesar de ser altamente ameaçada, tem uma biodiversidade única, por isso é fundamental abraçar sua proteção e que maneira melhor de fazer isso que aumentar a conscientização de uma maneira divertida e atraente!", comenta Maurício Voivodic, Diretor Executivo do WWF- Brasil.

O objetivo do Safari Central é transformar a horda de mais de 2 bilhões de jogadores no mundo em ativistas ambientais. Para isso, será lançado junto com a primeira versão do app, no dia 21, um concurso de fotos que premiará a melhor fotografia tirada com o app com um safari de sete dias pelo Quênia para duas pessoas. Desafios semanais também darão prêmios menores, como pôsteres dos animais, assinados por fotógrafos e artistas de cada país – Brasil, Quênia, Madagascar, Estados Unidos e deserto do Kalahari, na África.

O jogo completo do Safari Central, programado para lançamento em 2018, contará com dados GPS dos movimentos reais de cada animal em todo o seu território - uma onça que patrulha a floresta brasileira, talvez, ou um elefante que navega na savana do Quênia - sobrepostas em cidades do mundo. Os jogadores seguem e tentam detectar as versões virtuais dos animais, conhecendo informações sobre seu comportamento que vão lhes dando vantagens táticas.

Antes que o jogo completo chegue às lojas de aplicativos no ano que vem, neste ano as pessoas terão acesso à versão piloto, com uma pré-visualização dos animais e uma competição de fotos. A participação é gratuita, mas o aplicativo oferece oportunidades para fazer micro pagamentos que se acumularão e irão para cada uma das seis organizações de conservação parceria da Internet de Elephants: Chicago Zoological Society no Brookfield Zoo, Conservation International, Ol Pejeta Conservancy, Space for Giants, Tswalu Fundação e Instituto Pró-Carnívoros.

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