Relato

Marco Pigossi confessa que tinha pavor de se assumir gay

O ator lançará um documentário sobre LGBTQIA+ na política no Festival do Rio.

Na Mira

Marco Pigossi revela o medo que teve de se assumir gay.
Marco Pigossi revela o medo que teve de se assumir gay. (Foto: Reprodução / Instagram)

BRASIL - O ator Marco Pigossi, de 33 anos, conta sobre o pânico que sentia de se assumir gay. O ator já se assumiu há mais de um ano e confessou que a falta de referência na mídia o deixava solitário e por esse motivo decidiu esconder por tanto tempo sua orientação sexual.

"Sempre usufruí desse 'privilégio do armário', as pessoas não sabiam. Me descobri gay muito cedo e veio uma fama muito grande para mim também. Eu era conhecido, mas tinha o peso da coisa do armário. E tinha a coisa do galã. Então, sair do armário, para mim, não era para minha mãe e para os meus amigos. Era para milhões e milhões de pessoas", disse o ator durante entrevista ao podcast Calcinha Larga.

"Isso tomou uma proporção tão grande... E me escondi dentro desse privilégio, dentro desse armário, por muitos anos porque eu não tinha condição, tinha muito pânico de qualquer coisa acontecer. E isso envolve a minha carreira também. Não é que 'ai, vou sair do armário mas ali no meu escritório de advocacia ninguém sabe', entende? Era uma coisa que era nacional", explicou Marco.

Uma das maiores razões pela qual o Marco tinha medo é o fato de que, nos bastidores das novelas, ele era considerado o ator que sempre interpretava o papel de “homem pegador”. E seu maior receio era que de quando soubessem de sua sexualidade, começassem a achar que ele não era bom o suficiente.

"Uma frase muito replicada na época era que se as pessoas sabem que você é gay, elas não vão acreditar nos seus personagens, se eles se apaixonarem por uma mulher. As pessoas vão ver em casa e vão falar: 'Ah, ele gosta de homem, não acredito nisso'. Isso era o que era falado, o que era exposto", explicou Marco.

O ator contou também, que o assunto precisava ser tratado em todo lugar, não apenas dentro de casa. “Então, para mim, teve esse processo. Não era uma questão pequena dentro da família e dos amigos. Era tudo: o meu trabalho, sair do armário nacionalmente. Demorou muito para eu me sentir forte o suficiente para colocar isso”. 

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