Dia das Crianças

Especialista alerta para a importância de desenvolver habilidades e competências na primeira infância

Nádia Moya, especialista em alfabetização, destaca como a aprendizagem é mais eficaz na primeira infância e explica como estimular potenciais nessa faixa etária.

Na Mira, com informações da assessoria

Especialista alerta para a importância de desenvolver habilidades e competências na primeira infância
Especialista alerta para a importância de desenvolver habilidades e competências na primeira infância (Foto: Divulgação)

BRASIL - Segundo o "O Impacto do Desenvolvimento na Primeira Infância", realizado pelo Núcleo Ciência Pela Infância, em 2014, o período desde o nascimento até os seis anos de idade, conhecido como “primeira infância”, é a fase de formação de estruturas e circuitos cerebrais. Nesse intervalo, há um pico de desenvolvimento das habilidades cognitivas superiores, da linguagem e das capacidades sensoriais.

Para Nádia Moya, pedagoga, especialista em alfabetização e gestão escolar, é nessa faixa etária que se deve, portanto, estimular ainda mais a construção de capacidades, uma vez que a chamada “plasticidade cerebral” está em seu auge. Ou seja, durante essa fase, o cérebro está em constante modificação, em resposta a experiências e estímulos, o que enriquece esse momento da formação.

“Nesse período, é muito mais fácil expor as crianças a diferentes tipos de estímulo e competências, aumentando ainda mais a absorção de conhecimentos e, por consequência, o desenvolvimento de habilidades cognitivas diversas”, defende Moya.

Dessa forma, direcionamento é a palavra-chave: “introduzir diferentes repertórios e persuadir o aluno aumenta a curiosidade e gera engajamento no aprendizado, fazendo com que a própria criança aprenda a explorar seu próprio potencial”.

Nesse contexto, a pedagoga aconselha pais e educadores a investigarem essa “matéria-prima” inicial ao máximo, por meio do desenvolvimento de capacidades como memória, concentração, atenção, escuta e criatividade. Ela destaca que a uma das formas de encorajar esses pequenos é “trabalhar a competência de construir, inventar e criar, explorando ainda mais o potencial dos alunos com o emprego de ideias inovadoras”.

Como exemplo, Nádia Moya destaca o “aprender brincando”, pedagogia que permite que a criança entre em ação por meio dos jogos, encorajando a superação e o autodesafio. A inteligência artificial dessas plataformas ajudam a promover, ainda, um aprendizado personalizado, acompanhando os avanços de cada criança em diferentes games. 

“Avalio como imprescindível trabalhar esses fatores ao longo de todo o desenvolvimento da criança, compreendendo a melhor abordagem para cada faixa etária. Junto a isso, é fundamental manter um olhar atento para potencialidades e necessidades, aprimorando e adaptando a abordagem ao avanço de cada pequeno”, conclui Moya.

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