Cinema

Festival “Volta ao Mundo: Georgia” exibe gratuitamente filme internacional “Casa dos Outros”

A exibição, gratuita, será seguida de uma conversa sobre o filme com Carmen Ruette, Cônsul Honorária da Geórgia e mediada pelo professor de Análise Fílmica do Centro Universitário Belas Artes, Juan Droguett.

Na Mira, com informações da assessoria

- Atualizada em 26/09/2022 às 13h05
Festival “Volta ao Mundo: Georgia” exibe gratuitamente filme internacional “Casa dos Outros”
Festival “Volta ao Mundo: Georgia” exibe gratuitamente filme internacional “Casa dos Outros” (Foto: Divulgação)

BRASIL - Para dar início ao festival “Volta ao Mundo: Geórgia”, o Petra Belas Artes, exibe nesta terça-feira, 27 de setembro, às 19h, o filme “Casa dos Outros” (2015), de Rusudan Glurjidze. A exibição, gratuita, será seguida de uma conversa sobre o filme com Carmen Ruette, Cônsul Honorária da Geórgia e mediada pelo professor de Análise Fílmica do Centro Universitário Belas Artes, Juan Droguett.

Link para inscrição para exibição online do filme  “Casa dos Outros” (2015), de Rusudan Glurjidze.

Com três clássicos e cinco produções mais recentes, o Festival “Volta ao Mundo: Geórgia” proporcionará ao assinante do streaming À La Carte 14 dias em contato com uma das cinematografias mais antigas do mundo, e também uma das mais raras a chegar em salas de exibição do Brasil.

O principal destaque fica por conta de duas obras assinadas por Eldar Shengelaia, um dos maiores nomes do cinema georgiano de todos os tempos. Os clássicos do festival são “A Caravana Branca” (1963), dirigido em dupla por Eldar Shengelaia e Tamaz Meliava; “Os Excêntricos” (1974), de Eldar Shengelaia; e “A Primeira Goleada” (1975), de Nana Mchedlidze. Os cinco filmes mais novos, alguns de diretores estreantes, reúnem “Continue Sorrindo” (2012), de Rusudan Chkonia; “Encontro às Cegas” (2013), de Levan Koguashvili; “Ilha do Milharal” (2014), de George Ovashvili; “Casa dos Outros” (2015), de Rusudan Glurjidze; e “Números Negativos” (2019), de Uta Beria.

Conheça um pouco dos oito filmes:

– “A Caravana Branca” (1963), de Eldar Shengelaia e Tamaz Meliava: Cinquenta e cinco anos após concorrer à Palma de Ouro no Festival de Cannes 1964, o filme voltou ao mesmo festival, na edição de 2019, para uma exibição especial em versão do filme restaurada digitalmente a partir de material em 35mm. Um dos dois codiretores do filme, Tamaz Meliava (1929–1972), morreu prematuramente, aos 42 anos, e dirigiu apenas seis filmes, entre 1958 e 1973. Eldar Shengelaia, por sua vez, continua em atividade e atua como presidente do Sindicato dos Cineastas da Geórgia desde 1976. Ele é considerado uma das estrelas mais célebres da cinematografia georgiana, com reconhecimento mundial por seus filmes irônicos e comédias satíricas, através das quais expressou suas mensagens anti soviéticas.

 – “Os Excêntricos” (1974), de Eldar Shengelaia: O diretor disfarçou o teor crítico do filme utilizando humor com duplo sentido, para driblar a censura soviética da época. A atriz Ariadna Shengelaia, que interpreta Margalita, foi casada de 1957 a 1980 com o diretor Eldar Shengelaia, e atuou também em "The White Caravan", outro clássico dele presente neste festival. Filme inédito nos cinemas brasileiros.

 – “A Primeira Goleada” (1975), de Nana Mchedlidze: a diretora, que faleceu em 2016, aos 90 anos, também era roteirista e atriz. Como atriz, de 1950 a 1954, ela atuou no Teatro Tbilisi Rustaveli, o maior e um dos mais antigos da Geórgia, localizado na capital do país. Apenas a partir de 1978 ela começou a atuar no cinema e na TV. Em 1957 ela passou a ser diretora do estúdio de cinema Georgia-Film. Com esse filme, a diretora Nana Mchedlidze oferece um relato espirituoso do nascimento do primeiro time de futebol da Geórgia. O protagonista Dodo Abashidze ganhou o Prêmio de Melhor Ator no Festival de Teerã em 1975. O filme foi recentemente restaurado digitalmente em um trabalho de cooperação entre o Centro Nacional de Cinema da Geórgia e os Arquivos Nacionais.

“Continue Sorrindo” (2012), de Rusudan Chkonia: primeiro longa-metragem da diretora Rusudan Chkonia. O filme teve sua estreia no Festival de Cinema de Veneza na seção de Venice Days, e foi escolhido pela Geórgia para representar o País no Oscar 2013 de Melhor Filme Estrangeiro. O roteiro venceu o prêmio concedido pelo Georgian National Film Center de 2010 para longas-metragens de diretores estreantes, e o filme foi o lançamento de maior sucesso na Geórgia, em 2012, chegando também aos cinemas franceses. Para escrever o roteiro, Rusudan Chkonia se inspirou em relatos de uma mulher que ela conheceu, que teria sido forçada a participar de um concurso de beleza de gosto duvidoso. O local principal para as cenas do concurso de beleza era um teatro em funcionamento, o que significava que as filmagens só podiam ser feitas à noite quando o teatro não estava em uso.

 – “Encontro às Cegas” (2013), de Levan Koguashvili: concorreu ao prêmio FIPRESCI no Festival de Berlim 2014, foi exibido na seção Contemporary World Cinema no Festival Internacional de Cinema de Toronto 2013, e venceu o prêmio de Melhor Longa-Metragem no Festival de Cinema de Zagreb 2014. O diretor Levan Koguashvilli se formou no Programa de Pós-Graduação em Cinema da Tisch School of Art em Nova York, em 2006, e fez vários curtas-metragens e documentários. Em 2006, ele teve seu curta "The Debt" na seleção oficial do Festival de Sundance.

 – “Ilha do Milharal” (2014), de George Ovashvili: filme escolhido pela Geórgia para representar o País no Oscar 2015 de Melhor Filme Estrangeiro, ficando entre os nove semifinalistas. O diretor Giorgi Ovashvili estreou seu primeiro longa-metragem “The Other Bank” na seção Generation do Festival de Cinema de Berlim 2009, e ganhou mais de 50 prêmios internacionais. “Corn Island” foi rodado durante 70 dias, entre abril-maio de 2013 e setembro-novembro do mesmo ano, e a atriz Mariam Buturishvili revelou que sua maior dificuldade durante as filmagens foi a cena em que ela dá um mergulho nua num rio de águas congelantes.

 – “Casa dos Outros” (2015), de Rusudan Glurjidze: escolhido pela Geórgia para representar o País no Oscar 2017 de Melhor Filme Estrangeiro, este é o primeiro filme da diretora, que é formada em Literatura Francesa pela Universidade Estadual de Tbilisi. Após o colapso da União Soviética e o subsequente desaparecimento da indústria cinematográfica georgiana, ela dirigiu clipes de música, anúncios e trabalhou para a TV nacional. Com esse filme, a diretora conta uma história inspirada em sua própria vida como refugiada da guerra, na esperança de retornar e se reconectar com sua casa de infância e memórias pessoais. A jovem atriz Taylor Shien, que interpreta a personagem Evelyn, é também uma modelo de grande sucesso, e ela está presente no elenco de "Blind Date", outro filme que faz parte deste festival.

 – “Números Negativos” (2019), de Uta Beria: o filme tem alguns pontos em comum com "The Loneliness of the Long Distance Runner" (1962), do diretor inglês Tony Richardson, que também é sobre esporte em um reformatório de jovens. Primeiro longa-metragem do diretor Uta Beria, produzido por seus colegas georgianos na Magnet Film e Alief, ao lado do grupo italiano 39 Films e da empresa francesa Wide. O filme foi apresentado em estreia mundial, em competição, no 20º Arras Film Festival.

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