SÃO LUÍS – Uma infecção que parece simples pode, em alguns casos, evoluir para um quadro grave e potencialmente fatal: a sepse. O alerta ganha força neste mês, marcado pelo Dia Mundial da Sepse, celebrado em 13 de setembro, com o objetivo de ampliar a conscientização sobre a doença e a importância do atendimento rápido e de reconhecer os sinais de alerta que pode salvar vidas.
Para debater como prevenir a sepse, o Podcast Atualidades recebeu nesta sexta-feira (4) o médico Hiago Bastos, presidente da SOTIMA e vice-presidente do CRM-MA.
A sepse ocorre quando a resposta do organismo a uma infecção provoca alterações que podem levar à disfunção de órgãos. O quadro pode estar relacionado a diferentes tipos de infecção, incluindo pneumonia, infecção urinária e infecções de pele.
Identificar quando uma infecção vira sepse é vital. Fique atento a febre, calafrios, respiração acelerada, confusão mental e piora rápida do estado geral.
Rapidez no atendimento
A evolução da sepse pode ser rápida. Por isso, diante de uma infecção acompanhada de uma piora importante do estado de saúde, a recomendação é buscar atendimento médico imediatamente.
O diagnóstico é feito a partir da avaliação clínica e de exames que ajudam a identificar a presença da infecção e possíveis alterações no funcionamento dos órgãos. O tratamento depende da causa e da gravidade do quadro e pode envolver medicamentos, hidratação e outros cuidados hospitalares. Em situações mais graves, o paciente pode precisar de atendimento em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Quem apresenta maior risco?
A sepse pode atingir qualquer pessoa, mas alguns grupos exigem atenção redobrada, como idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas ou com o sistema imunológico comprometido.
Em idosos, por exemplo, uma mudança repentina de comportamento, confusão mental ou sonolência excessiva pode ser um sinal de alerta e precisa ser avaliada por profissionais de saúde.
Prevenção
A prevenção de infecções também contribui para reduzir os riscos relacionados à sepse. Vacinação, higiene das mãos, cuidados com ferimentos e acompanhamento adequado de infecções estão entre as medidas importantes.
Outro cuidado é evitar a automedicação, principalmente com antibióticos. O uso inadequado desses medicamentos pode favorecer a resistência antimicrobiana e dificultar o tratamento de algumas infecções.
Mais do que conhecer o termo “sepse”, a orientação é saber identificar uma piora rápida do estado de saúde e não adiar a procura por atendimento.
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