PONTO FINAL

Abuso sexual contra crianças é tema de obra da promotora Lana Pessoa

Com seis anos de experiência, a promotora Lana Pessoa lança obra para combater o abuso sexual infantil e orientar famílias e escolas em São Luís.

Wesly Lima / Mirante News FM

- Atualizada em 01/09/2026 às 13h20
Promotora de Justiça Lana Pessoa durante entrevista ao Ponto Final com Jorge Aragão.
Promotora de Justiça Lana Pessoa durante entrevista ao Ponto Final com Jorge Aragão. (Wesly Lima / Mirante News)

SÃO LUÍS - O abuso sexual contra crianças e adolescentes é tema do livro O Sintoma do Silêncio, Abuso Sexual o Mal-Estar Contemporâneo, lançado pela promotora de Justiça Lana Pessoa, titular da 6ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de São Luís. A obra reúne perspectivas psicanalítica, criminológica e jurídica e busca ampliar o debate sobre prevenção, identificação e enfrentamento da violência sexual.

Segundo Lana Pessoa, a publicação surgiu a partir da experiência de seis anos de atuação no combate aos crimes sexuais contra crianças e adolescentes. A promotora afirmou que decidiu abordar o tema em uma linguagem mais acessível para alcançar famílias, escolas e demais integrantes da rede de proteção.

“Só 10% dos casos reais chegam para a investigação. 90% fica no limbo.”

Sinais e acolhimento

A promotora explica que mudanças de comportamento podem indicar que uma criança esteja passando por alguma situação de violência. Entre os sinais citados estão alterações de comportamento, agitação e agressividade.

Lana Pessoa também destacou o papel da escola na identificação dos casos. Segundo ela, professores podem se tornar pessoas de confiança para crianças que têm dificuldade de falar sobre o que estão vivendo.

O acolhimento, de acordo com a promotora, é fundamental para evitar a revitimização. Ela defende que a criança seja ouvida em um ambiente adequado e não precise repetir diversas vezes o relato sobre a violência.

A promotora também reforçou a importância da presença dos pais e responsáveis na rotina das crianças. Para ela, a proximidade e o diálogo ajudam a criar um ambiente de confiança para que possíveis situações de abuso sejam comunicadas."

"A gente sabe que a internet é um mundo sem lei. Por mais que se cuide... Mas nós temos pais extremamente irresponsáveis, que dão um smartphone para um filho, mas não sabem o que ele acessa, não sabem para onde ele vai."

Assista.

 


 

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