PONTO FINAL

Lítia Cavalcanti assume presidência nacional da MPCON e destaca combate às bets como prioridade

Lítia Cavalcanti assume a presidência da MPCON em 4 de setembro. A promotora maranhense prioriza o combate rigoroso às bets e a defesa do consumidor.

Wesly Lima / Mirante News

- Atualizada em 31/08/2026 às 11h07
Promotora de Justiça Lítia Cavalcanti durante entrevista ao Ponto Final com Jorge Aragão.
Promotora de Justiça Lítia Cavalcanti durante entrevista ao Ponto Final com Jorge Aragão. (Wesly Lima / Mirante News)

SÃO LUÍS - A promotora de Justiça Lítia Cavalcanti, titular da 2ª Promotoria de Defesa do Consumidor de São Luís, foi eleita presidente da Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor, a MPCON. Em entrevista ao programa Ponto Final, desta segunda-feira (31), ela falou sobre os desafios da nova gestão e destacou o combate às apostas online como uma das principais prioridades.

A posse da nova diretoria está prevista para o dia 4 de setembro, em Salvador. A gestão terá duração de dois anos e também deve atuar em temas como transporte aéreo, transporte urbano, superendividamento e o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital, o ECA Digital.

Segundo Lítia Cavalcanti, a MPCON reúne promotores e procuradores que atuam na defesa do consumidor e articula demandas nacionais junto a órgãos como a Secretaria Nacional do Consumidor.

Combate às bets

Entre as principais preocupações da nova presidente está o avanço das apostas online e os impactos sobre os consumidores. A promotora afirma que a ludopatia, dependência relacionada aos jogos, pode provocar endividamento e problemas familiares.

“O ludopata, ele é tão dependente quanto o dependente do cigarro, quanto o dependente de cocaína.”

Lítia também chamou atenção para a publicidade das bets e afirmou que as plataformas precisam cumprir as regras estabelecidas pela regulamentação. Segundo ela, anúncios de apostas não podem ser direcionados a menores de 18 anos.

A promotora orientou consumidores e familiares a registrar situações consideradas irregulares e procurar o Ministério Público. Ela também citou mecanismos de autoexclusão e tratamento para pessoas que desenvolveram dependência em jogos.

Outro ponto destacado na entrevista foi a diferença entre plataformas legais e ilegais. De acordo com Lítia, denúncias contra empresas legalizadas podem resultar em medidas de responsabilização, enquanto plataformas ilegais também podem estar relacionadas a investigações sobre crimes.

A promotora afirmou ainda que pretende ampliar a articulação nacional para enfrentar os problemas relacionados às apostas e defendeu a participação da sociedade na denúncia de irregularidades.

Assista. 

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