MANIFESTAÇÃO!

Hospital da Criança é alvo de protesto após denúncias de mortes em UTIs

Ato reúne familiares, conselheiros tutelares e amigos de famílias que perderam crianças atendidas na unidade.

Mirante News FM

Atualizada em 16/07/2026 às 08h45
Mais de 100 cruzes são colocadas em protesto no Hospital da Criança
Mais de 100 cruzes são colocadas em protesto no Hospital da Criança (Grupo Mirante)

SÃO LUÍS - Mais de 100 cruzes foram colocadas em frente ao Hospital da Criança, em São Luís, nesta quinta-feira (16), durante um protesto silencioso que reuniu pais que perderam os filhos, conselheiros tutelares e amigos das famílias. O ato cobra respostas sobre as mortes de crianças nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pediátricas da instituição. A manifestação ocorre enquanto o Ministério Público Estadual, o Ministério Público Federal, a Defensoria Pública, a Polícia Civil e técnicos do Ministério da Saúde investigam denúncias de supostas irregularidades no funcionamento das unidades. 

Em entrevista ao repórter Domingos Ribeiro, o conselheiro tutelar Daniel Ferreira afirmou que o protesto também busca chamar a atenção do poder público para as condições de atendimento: “O nosso principal objetivo aqui é dar apoio a essas mães que perderam seus filhos por conta de um mau atendimento que foi dado dentro do Hospital da Criança, do suporte que não foi dado a essa criança e vieram a óbito".

Investigações apuram mortes e estrutura das UTIs

Segundo informações apresentadas ao Ministério Público do Maranhão, o Hospital da Criança teria registrado 113 mortes em 2025. Desse total, 101 teriam ocorrido nas três UTIs pediátricas. As denúncias também apontam que o aumento dos óbitos coincidiu com a mudança na gestão das unidades, que passaram a ser administradas pelo Instituto Brasileiro de Serviços Médicos, o IBMED. A empresa nega as irregularidades e afirma que mais de 20 médicos integram atualmente a equipe responsável pelas UTIs. A Prefeitura de São Luís também nega aumento expressivo no número de mortes e afirma que a assistência prestada seguiu protocolos técnicos e assistenciais. A gestão municipal diz ainda que o quadro de profissionais atende às exigências da Anvisa. As investigações continuam.

Ouça.


 

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