Especialistas alertam que excesso de proteção pode favorecer ansiedade infantil
Menos brincadeiras livres, mais tempo diante das telas e o medo constante dos pais têm reduzido a independência das crianças, com reflexos no desenvolvimento emocional e motor.
SÃO LUÍS - A infância mudou. Se antes era comum ver crianças brincando na rua, andando de bicicleta pelo bairro ou resolvendo pequenos desafios do cotidiano sem a supervisão constante de um adulto, hoje esse cenário se tornou cada vez mais raro. O receio da violência, a rotina acelerada das famílias e o avanço das tecnologias fizeram com que muitas crianças passassem a viver sob vigilância permanente, com menos oportunidades para explorar o mundo de forma independente.
No Podcast Atualidades desta quinta-feira (9), a psicóloga infantojuvenil Josiele Dias e o fisioterapeuta Abidiel Dias, especialista em Fisioterapia Pediátrica, alertaram que embora a intenção dos pais seja proteger, o excesso de cuidado pode produzir efeitos contrários aos desejados. A redução da autonomia infantil tem sido associada ao aumento dos casos de ansiedade, insegurança emocional, baixa tolerância à frustração e dificuldade para enfrentar desafios do dia a dia.
Assista.
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