SOLO DO MARANHÃO

Café do Sítio Capixaba: o cultivo da espécie Conilon na capital maranhense

Queridinho da mesa do brasileiro, o café, tem agricultor empreendedor que cultiva o produto desde 2019 na Vila Esperança.

Mirante News FM

Atualizada em 06/06/2026 às 11h36

SÃO LUÍS – Sabe aquelas histórias que nascem da esperança, do auxílio e perseverança? Bom, a Rádio Mirante News, mergulhou em uma dessas histórias e visitou o Sítio Capixaba. A propriedade fica localizada na Vila Esperança, na região sul da Ilha de São Luís, entre a área industrial e a zona rural, ao lado da BR-135, próximo ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), campus São Luís Maracanã, antigo colégio Agrícola.

Conhecemos o agricultor empreendedor José Maria Passarela, o senhor “Zé Capixaba”, de 65 anos, natural de Cachoeiro do Itapemirim, no entanto, parte dessa região foi emancipada e se tornou o município de Vargem Grande, no estado do Espírito Santo. Ele tem descendência italiana, assim como a companheira dele, dona Regina Célia Lorenzoni. O casal tem seis filhos.

Seu “Zé Capixaba” ouviu falar do Maranhão, do clima favorável para o cultivo quando um conhecido do pai voltou ao Espírito Santo e disse que havia comprado umas terras em solo maranhense.

“O nome dele era Antônio Braz e vendeu 100 hectares lá e comprou 1000 aqui no Maranhão… vimos e não voltamos mais”, declarou “Zé Capixaba”.

Zé Capixaba e a repórter Alessandra Rodrigues, na plantação de café, no Sítio Capixaba, em São Luís.
Zé Capixaba e a repórter Alessandra Rodrigues, na plantação de café, no Sítio Capixaba, em São Luís.

Aquela conversa do pai do senhor “Zé Capixaba” com Antônio Braz foi uma semente plantada que deu frutos em 2009, com a vinda de Zé Capixaba para o Maranhão. Em 2010, ele comprou um terreno na Vila Esperança, em São Luís, e construiu aos poucos e com muito trabalho o Sítio Capixaba.

Na primeira experiência de cultivo na Vila Esperança, “Zé Capixaba” plantou melancia, mas, perdeu tudo por uma ocorrência climática. Pensou em desistir, mas perseverou e hoje consegue vender e distribuir produtos orgânicos, tais como:  milho, frutas, verduras, hortaliças, licores e café, que são cultivados no Sítio Capixaba.

De todos os produtos orgânicos que o sítio oferece, o café do Sítio Capixaba resultou de uma experiência de cultivo da espécie de café Conilon; o café Conilon é produzido em larga escala nos estados do Espírito Santos, Bahia e Rondônia.

A espécie de café Conilon veio parar na Vila Esperança, em São Luís, não só por seu “Zé Capixaba” ser natural do estado em que a espécie é mais produzida, mas também porque uma pessoa de nome Sebastião, em estado terminal de câncer, tinha o desejo de ter um cafezal no Piauí.

“Justamente em agosto e setembro de 2019 que ele me ligou e fui ao estado do Espírito Santo trazer uma muda ou a semente…..nós vamos dar um jeito de arranjar a muda”, disse o agricultor.

Se por uma questão climática o senhor “Zé Capixaba” perdeu tudo naquele plantio de melancia em 2010,  nove anos após, essa experiência infrutífera, como já conhecia a variação climática na Região Metropolitana de São Luís, sabia que os cultivos dos pés de café Conilon vingariam na capital maranhense.

“Tinha certeza que produziria por causa da temperatura. O café Conilon precisa disso, de calor…..um ano depois já estava colhendo”, explicou Zé Capixaba.

Cultivo de café Conilon em São Luís.
Cultivo de café Conilon em São Luís.

Hoje o senhor “Zé Capixaba",  das cem mudas que plantou em 2019, já produz café para o próprio consumo e também já disponibiliza para venda no sítio. A capacidade de produção anual de café Conilon, no Sítio Capixaba, com a expansão que ele tem projetado poderá atingir de 100 a 150 sacas por ano.

“Desde 2020 que a gente não compra café e só toma café puro. Eu acho ele bom….a gente faz 100 a 150 sacas por ano, tranquilo”, falou o agricultor.

O café do Sítio Capixaba ainda não possui certificação de qualidade e pureza ou certificação de propriedade e sustentabilidade, mas quem conhece e já experimentou quando passa na BR-135 dá um pulo no sítio para adquiri-lo.

“Chegou um casal aqui 8h da noite e buzinou só para comprar o café…..levaram o café, o pó e os outros produtos que são vendidos aqui”, frisou Zé Capixaba.

Sabor forte, encorpado e com teor elevado de cafeína. O café do Sítio Capixaba tem tudo para chegar a outras regiões do Maranhão.

“É um bom negócio, porque o café nunca vai deixar de ser café. O povo ainda não aprendeu a tomar café ainda e está começando. O mundo está começando a aprender a tomar café”, enfatizou o proprietário do Sítio Capixaba.

Alessandra Rodrigues, Repórter Mirante News.

Ouça.

 

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