SÃO LUÍS - A regularização fundiária no Maranhão ganhou escala nos últimos anos, com aumento significativo na entrega de títulos e reestruturação do Instituto de Terras do Maranhão (Iterma). Em entrevista ao programa Ponto Final na manhã desta sexta-feira (24), o ex-presidente do órgão, Anderson Ferreira, avaliou a gestão como positiva e destacou mudanças estruturais que permitiram ampliar os resultados: “Então, a gente avalia com uma gestão muito positiva, o Instituto de Terras tem 53 anos de existência, né, o Iterma, e quando nós chegamos, a gente viu ainda o Instituto precisando ser melhorado com tecnologia, com melhoria de gestão de processos, capacitação de pessoal, contratação de mais pessoas”.
Segundo ele, a combinação de reorganização interna e apoio político foi determinante para elevar o número de títulos emitidos e dar mais credibilidade ao órgão, que passou a atuar também na mediação de conflitos e no suporte ao Judiciário em questões fundiárias.
Regularização impacta vida no campo e acesso a crédito
A entrega do título definitivo, segundo Anderson Ferreira, representa a garantia de segurança jurídica e acesso a oportunidades para quem vive da terra. Ele ressaltou que a ausência desse registro impede, por exemplo, o acesso a crédito e políticas públicas.
“O que a gente viu foi maranhenses que estavam décadas, 30, 40, 50, 60 anos, ocupando a terra, vivendo da terra, acordando todo dia, quatro horas da manhã, com a enxada na costa, trabalhando na terra, vivendo dela e não tinham o básico. O que é o básico? O título, a segurança jurídica, o pertencimento do solo” destacou.
Ouça a entrevista completa.
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