Operação nacional investiga empresas de São Luís envolvidas com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro por "bets"
Cerca de 20 empresas da capital maranhense foram identificadas como parte do esquema. Empresário movimentou R$ 30 milhões em 45 dias.
SÃO LUÍS - A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (19), a Operação Resina Oculta, que cumpre 121 ordens judiciais contra uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação ocorre no Distrito Federal, Goiânia, Manaus e São Luís. Ao todo, foram expedidos 41 mandados de busca e apreensão e 9 mandados de prisão, além do bloqueio de contas bancárias de 50 pessoas jurídicas e 12 pessoas físicas.
Cerca de 20 empresas em São Luís recebiam dinheiro ilícito
As investigações apontaram que o grupo atuava como distribuidor de entorpecentes para traficantes em diversas regiões do Distrito Federal e utilizava empresas fantasmas para ocultar a origem dos recursos ilícitos.
Cerca de 20 empresas em São Luís foram identificadas como parte do esquema, recebendo e pulverizando valores para dar aparência de legalidade ao dinheiro – um dos pontos visitados foi um edifício localizado na Avenida dos Holandeses, no bairro Calhau. Também foi constatado o uso de aproximadamente 15 empresas que operavam plataformas de apostas online irregulares como mecanismo de circulação e lavagem de dinheiro.
Suspeito é preso por posse ilegal de arma de fogo e munições
Segundo as investigações, um empresário movimentou mais de R$ 30 milhões em 45 dias, com 22 empresas de fachada registradas no nome dele. Foi dado cumprimento ao mandado de prisão temporária pelo crime de tráfico de drogas e autuado em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo.
Durante o cumprimento do mandado de prisão e busca e apreensão no bairro do Araçagi, foi encontrada uma pistola calibre .40, com cinco munições calibre .40 e onze munições calibre 9mm. Além disso, foram apreendidos três notebooks, um tablet, três celulares e pendrives.
Esquema envolvia empresas e apostas
Parte significativa dos recursos era enviada em remessas milionárias para Manaus e outras áreas da região Norte, especialmente próximas a fronteiras. Além disso, a investigação identificou o uso de “laranjas” e a participação de pelo menos 29 pessoas ligadas ao tráfico, que também são alvo de mandados judiciais.
Repórter Domingos Ribeiro.
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