O Reggae Point, da Mirante FM, dedicou a edição da noite desta segunda-feira (18) à memória de Josélio Ribamar Leite Santos, o Júnior Black, DJ, empresário e um dos nomes que contribuíram para a construção da história do reggae no Maranhão.
Júnior Black morreu em 16 de agosto de 2023, aos 60 anos, em sua residência, após enfrentar problemas de saúde. Dois anos após sua morte, o programa reuniu relatos de pessoas que conviveram de perto com o artista e acompanharam diferentes momentos de sua trajetória.
Participaram da homenagem amigos e parceiros como Dread Sandro, Chico do Reggae, Romildo, Marcos Vinícius, Mr. Brown, Neturbo, Roberthanco, Carlinhos Tijolada e Walmar, além de sua filha, Thelma Ingrid, que compartilharam lembranças e histórias sobre a vida e a atuação de Júnior Black no reggae maranhense.
A relação de Júnior Black com a música começou ainda no final dos anos 1970, quando passou a frequentar festas de diferentes estilos e se interessou pela atividade de DJ e radioleiro. Na época, também trabalhava em uma oficina de eletrônica, onde consertava equipamentos como amplificadores e aparelhos de rádio. Chegou a cursar Física, sem concluir a graduação, e também trabalhou na antiga CEMAR.
Ao longo de sua carreira, esteve à frente de algumas das principais radiolas do reggae maranhense, entre elas Black Power, Sonzão do Júnior Black e Rebel Lion, além de ter sido responsável pelo Clube Kingston 777. Foi à frente da Black Power que consolidou o nome artístico pelo qual se tornou conhecido.
Conhecido pelo olhar apurado para identificar músicas com potencial de conquistar o público, Júnior Black manteve uma intensa relação com a pesquisa musical. Viajou mais de 30 vezes para a Jamaica e Londres, em busca de singles, LPs e gravações raras que pudessem renovar seu acervo e movimentar as pistas de reggae de São Luís. As viagens também faziam parte de uma rede de contatos e negociações com outros empresários do segmento.
Poucos meses antes de morrer, Júnior Black recebeu uma homenagem durante a festa Reggae das Antigas, que reconheceu sua contribuição para a música e sua participação na expansão e consolidação do reggae no Maranhão.
A homenagem realizada pelo Reggae Point reforçou a importância de preservar a memória de personagens que ajudaram a construir a identidade do reggae maranhense e cuja trajetória permanece presente na história do movimento no estado.
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