Inquietação artística

Vicente Telles: multiartista de Santa Inês para o mundo

Ator, cantor, compositor, produtor musical e escritor. Também atuou como presidente da ABRACNE (Associação Brasileira de Arte e Cultura do Nordeste).

Pedro Sobrinho / Jornalista

- Atualizada em 11/05/2022 às 19h48
Vicente Telles no Plugado, na Mirante FM
Vicente Telles no Plugado, na Mirante FM (Divulgação)

No TROCA DE IDEIA dessa segunda-feira (9/5), no PLUGADO, na MIRANTE FM, Vicente Telles, ator, cantor, compositor, produtor musical e escritor. Também atuou como presidente da ABRACNE (Associação Brasileira de Arte e Cultura do Nordeste). 

Natural de Santa Inês, no Maranhão, o multiartista iniciou a carreira na década de 70, nos programas de auditório do Cine Art Palácio, em sua terra natal, apresentado pelo locutor Clélio Silveira. Vicente era convidado cativo nas programações. No início de 1975 foi para o Rio de Janeiro, em busca da realização de seus sonhos. 

Durante a conversa, ele conta que estreou na TV Globo, em 1988, como ator, durante o programa Domingão do Faustão, no quadro “Faça-me sorrir”, tendo enorme repercussão. 

- A produção do Faustão me levou para todos os cantos do Brasil em busca de algum “santo milagreiro” que me fizesse dar um sorriso. O ator Eri Johnson, os jogadores como Ronaldinho Fenômeno, Cafu, Zagalo, Romário, Raí, Zico, Leonardo, Edmundo, entre outros da Seleção Brasileira, também tentaram, mas eu me tornei “O homem que não ri” - comenta. 

Em 1999 Vicente Telles participou como ator em novos trabalhos, como na novela Mandacaru, contracenando com Roberta Close, e de vez em quando participava do programa Linha Direta, da Rede Globo. Cantor e compositor com mais de 10 discos gravados, carreira que teve início em 1979, teve um dos seus trabalhos fonográficos produzido por Raimundo Fagner e outros com participações de Belchior, Cláudia Telles, Raul Seixas e Guilherme Arantes, entre outros nomes da MPB. Seu primeiro LP, intitulado “Olhar de vagalume”, de 1984, teve Jairo Pires como diretor artístico. 

Além de cantor, também compôs muitas músicas gravadas por intérpretes populares. Escritor, publicou em 2015 sua autobiografia “Na cola dos sonhos”. Recentemente, escreveu, em parceria com Isaac Soares de Souza, livros inéditos intitulados “Dinheiro bem vindo da silva” e “Novo Aeon, Apesar da Miséria…” 

Em agosto de 2003 idealizou e realizou, junto com Getúlio Côrtes e direção musical de Leno Azevedo, o show “O pulo do Negro Gato”, um tributo a Getúlio Côrtes, compositor de inúmeras músicas gravadas por Roberto Carlos, com a presença de grandes estrelas como Fagner, Luiz Melodia, Jerry Adriani, Dr. Silvana & Cia, Golden Boys, Renato e Seus Blue Caps, entre outros artistas da Jovem Guarda. 

Vicente também destacou a parceria com César Nascimento rasgando elogios ao músico. Para ele, César é uma pessoa ímpar. - A nossa parceria rendeu as canções SERENIM e SAPATO PRA TODO PÉ, interpretadas por CÉSAR NASCIMENTO - ressalta.

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