Fazer arte com compromisso e sensbilidade

Atriz Rosa Ewerton fala da participação no filme Betânia gravado na cidade de Santo Amaro, nos Lençóis Maranhenses

Ela também destacou no Troca de Ideia, no Plugado, na Mirante FM, sobre o start na vida artística e também de outros projetos na área do teatro para 2022, como exemplo, o retorno de As Fiandeiras do grupo Xama Teatro.

Pedro Sobrinho/Jornalista

- Atualizada em 27/03/2022 às 10h56
Rosa Ewerton durante gravação do longa-metragem Betânia em Santo Amaro. Foto: Facebook/atriz
Rosa Ewerton durante gravação do longa-metragem Betânia em Santo Amaro. Foto: Facebook/atriz (Rosa Ewerton)

Natural de Cajapió, na Baixada Maranhense, Rosa Ewerton Jara, com quase 40 anos fazendo arte, é dona de uma personalidade determinada e discurso firme. Ao participar do TROCA DE IDEIA nessa terça-feira (22/2), a atriz falou da sua extensa produção no teatro, dança e cinema, destacando a sua participação recentemente, do longa-metragem Betânia, dirigido pelo paulista Marcelo Bota, cujo cenário é a cidade de Santo Amaro, situada no santuário ecológico dos Lençóis Maranhenses.

- Recentemente estive quase um mês em Santo Amaro para gravar um longa-metragem, Betânia, com um elenco exclusivamente maranhense e feito por um diretor de São Paulo. Betânia é um filme sobre uma mulher muito poderosa, no sentido de ser uma líder comunitária, trabalhadora, que conseguia muitas coisas para o seu povoado chamado Betânia. Eu sou uma das filhas da Betânia, que é uma mulher mais velha. Foi uma experiência que só o teatro e o cinema podem proporcionar. O filme contou com figurantes do povoado, pessoas nativas de Betânia, em Santo Amaro. Eles foram corretamente pagas para trabalhar no longa. Nenhuma delas foi explorada como aconteceu em outras produções que já vimos por aqui. E que sirva de exemplo para outros produtores que venham de fora e para os daqui também. Foi uma experiência que só o teatro e o cinema podem proporcionar. Algo imaginável. Foi uma imersão num verdadeiro paraíso, convivendo com as pessoas daquele lugar, outro modo de vida e crescendo como artista e como pessoa. Isto é uma coisa que a arte proporciona em grande escala - ressalta.

Rosa Ewerton comentou sobre os primeiros passos, desafios enfrentados, para abraçar a arte definitivamente em sua vida.

- Meu primeiro contato com o teatro, com as artes, foi aos 15 anos na escola no ensino do 2º grau onde foram oferecidas oficinas de teatro, dança e música. Eu entrei em contato com essas três linguagens e me apaixonei pelas três. Eu conheci um diretor de teatro que formou um grupo em frente ao salão paroquial. Eu ingressei neste grupo que era uma maneira de escapar de uma vigilância serrada do meu pai que não admitia com uma filha sua fizesse teatro, uma profissão que ele julgava complicada para uma mulher sendo ele um homem do século XX. Eu fiquei, temei e fiquei no teatro - declara.

Indagada sobre os projetos para 2022, a atriz destaca a volta de As Fiandeiras, trabalho que desenvolve no Grupó Xama Teatro, criado em 2008, sob a coordenação de mulheres atrizes, em que ela faz parte, juntamente com Giselle Vasconcelos e Renata Figueiredo.

- O projeto do filme Betânia completou a sua primeira fase captação das imagens, foi para montagem segundo marcelo biota deve demorar junho do ano que vem. cinema é uma linguagem demorada e dispendiosa e requer a gente espere para ver o resultado. Já com o Xama Teatro a gente pretende retornar este ano com As Fiandeiras em temporada. Outros projetos estão sendo pensados, o eespetáculo solo da Gisele Vasconcelos, A Vagagunda. A Carrçca é Nossa que deve voltar este ano, entre outros projetos que estão na cabeça sendo pensados - assegura.

Confira na íntegra a entrevista com a atriz no site da Mirante FM...

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