Troca de Ideia

Sábado tem Argila no Teatro Napoleão Ewerton

Com direção, dramaturgia e atuação de Áurea Maranhão e direção musical de Valda Lino, o espetáculo se apresenta como um ritual cênico que questiona também propõe reconexão com a natureza e com saberes ancestrais, o espetáculo será apresentado às 20h

Pedro Sobrinho / Jornalista

Atualizada em 25/03/2026 às 21h22

O espetáculo “Argila” será apresentado em sessão única nesta sexta-feira, dia 27 de março, às 20h, no Teatro Napoleão Ewerton, no prédio da Fecomércio/Sesc/Senac, na Ponta do Farol,, em São Luís. A obra mistura teatro, música e elementos visuais para propor uma reflexão sobre ancestralidade, padrões sociais e os desafios do mundo contemporâneo.

Áurea Maranhão à vontade no Troca de Ideia, no Plugado, na Mirante FM, comentando sobre Argila. Foto: Divulgação
Áurea Maranhão à vontade no Troca de Ideia, no Plugado, na Mirante FM, comentando sobre Argila. Foto: Divulgação

Com direção, dramaturgia e atuação de Áurea Maranhão e direção musical de Valda Lino, o espetáculo se apresenta como um ritual cênico que questiona também propõe reconexão com a natureza e com saberes ancestrais. A montagem é produzida pelo núcleo Terra Upaon Açú e conta com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.

Inspirado em pensamentos do neurocientista Sidarta Ribeiro e do líder indígena Ailton Krenak, o trabalho aborda temas como sustentabilidade, justiça climática e transformação coletiva. Em cena, uma atriz, uma musicista e uma cidade em miniatura feita de argila constroem uma narrativa sensorial que une palavra, som e matéria.

“Apesar dos desafios apresentados, tanto Ribeiro quanto Krenak oferecem perspectivas otimistas e inspiradoras, convidando à ação e à transformação social. Suas vozes ressoam como faróis de esperança e inspiração, apontando para um caminho de renovação e transformação em meio aos desafios e incertezas do presente”, revela a idealizadora da montagem, a atriz Áurea Maranhão, em troca de ideia com o jornalista Pedro Sobrinho, no Plugado, na Mirante FM.

A peça é protagonizada por uma equipe diversa de artistas residentes em São Luís do Maranhão. "Além da diretora, dramaturga e performer, estão no time Valda Lino, responsável pela direção musical e performance musical; Luty Barteix, pela direção de movimento e assistência de direção; Renato Guterres, pelo desenho de luz; Nina Araújo, operação de luz; Eliane Barros, pela direção de arte, maquiagem e figurino; Tathy Yazigi, pela provocação e orientação; e Amanda Travassos, identidade visual, designer (projeto) e social media, Rob Falcão produção de palco e contrarregragem. O trabalho é uma espécie de ritual cênico, no qual palavra, barro e música respiram juntos. Essa travessia sensorial começa na penumbra de um símbolo de justiça e termina num grito coletivo por reinvenção. Cada gesto sobre o barro questiona a herança violenta que carregamos, e propõe uma ética radical do cuidado", explica.

No ano passado, o espetáculo Argila circulou em Escolas Públicas de São Luís, uma temporada no Sesc Ipiranga em São Paulo e apresentações no Sesc de São Luís, Centro Cultural da Vale e na Mostra Verbo.

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