Bruno Azevêdo lança livro que mergulha na história do cantor Djavan com a mãe Virgínia
Djavan e Dona Virgínia em cinco canções oferece uma leitura particular sobre a influência da figura materna na trajetória de um dos maiores nomes da música popular brasileira. O lançamento será nesta quinta-feira (29/1), na Low Música e Vinil, no Cohajap
O músico e historiador Bruno Azevêdo mergulha na história íntima de um dos maiores nomes da música brasileira em Minha mãe: Djavan e Dona Virgínia em cinco canções de amor. Ao ser questionado pelo jornalista Pedro Sobrinho, no quadro Troca de Ideia dessa terça-feira (27/1), no Plugado, na Mirante FM, sobre o livro em que os protagonistas são Djavan e a mãe do artista, Dona Virgínia, Bruno disse que livro parte de uma hipótese simples e comovente: "Djavan teria tomado sua mãe como eu-lírico em algumas de suas canções. É ponto de partida para que eu pudesse construir uma investigação literária e afetiva sobre maternidade, memória e música popular", explica. O lançamento do livro ocorre nesta quinta-feira (29/1), a partir das 19h, na Low Música e Vinil, na avenida Principal, casa 15- Cohajap, em São Luís.
A obra é resultado de uma pesquisa extensa, baseada em mais de 800 fontes de informação, incluindo matérias, entrevistas, resenhas e releases, acumuladas ao longo dos anos. O livro oferece uma leitura particular sobre a influência da figura materna na trajetória de um dos maiores nomes da música popular brasileira.
"O livro é resultado de uma pesquisa em hemerotecas, entrevistas e arquivos, o livro percorre mais de 800 matérias, críticas, resenhas e registros públicos da trajetória de Djavan para mapear a presença da mãe, Dona Virgínia Viana, nas letras e nas entrelinhas de sua obra. Da canção “Minha mãe” (1978) às evocações posteriores em “Dupla traição”, “Banho de rio”, “Esquinas” e “Dona do horizonte”, o ensaio revela como a figura materna atravessa a criação de Djavan e como o artista transformou dor, fé e pobreza em beleza e permanência, tudo sob inspiração de Dona Virgínia, lavadeira de roupas que, além de Djavan, criou quatro crianças", ressalta.
Bruno Azevêdo escreve com ritmo e lirismo, combinando rigor jornalístico e emoção literária. "O resultado é um retrato inédito: o de um artista consagrado que, ao cantar o amor e a perda, refaz o caminho de volta à infância e à mulher que o ensinou a ver o céu. “É raro um artista tão presente na memória coletiva ter sido tão pouco estudado. Este livro é, antes de tudo, um gesto de carinho”, diz o autor. "Minha mãe é também um tributo à força das mulheres negras e mães-solo que sustentaram gerações — e um convite para ouvir Djavan com novos ouvidos", recomenda.
O livro, publicado pela Editora Noir, não é uma biografia convencional, mas sim um estudo focado nas músicas que o artista teria composto em homenagem a ela. Você pode encontrar o livro para compra em livrarias online como a Livraria da Travessa e a Pitomba Livros e Discos
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