Eleições 2010

'Faço alianças, mas a locomotiva tem um comando'

Candidato do PCdoB ao governo do Estado, Flávio Dino, foi sabatinado na rádio Mirante AM.
Pedro Sobrinho - Imirante 26/08/2010 às 10h17

SÃO LUÍS - O candidato do PCdoB ao governo do Estado, Flávio Dino, destacou as potencialidades existentes no Maranhão, mas criticou o modelo econômico argumentando que o mesmo não consegue acompanhar o desenvolvimento do Brasil. Ele disse que a sua candidatura ao governo tem como finalidade mudar esse modelo econômico com o apoio popular.

- O Maranhão continua na lanterna com os piores indicadores sociais nas áreas da educação, saneamento básico, geração de emprego e renda, entre outros segmentos. A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) de 2008 divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que apenas 14, das 217 cidades maranhenses, têm rede de esgoto, e destas apenas três fazem tratamento de esgoto. Precisamos modificar esse panorama. Queremos que o estado viva um momento novo. E para que isso aconteça é necessário o apoio popular e de grupos políticos aliados com esse projeto em favor do Maranhão - defendeu.

Maurício Araya/Imirante

Desenvolvimento

O candidato do PCdoB disse ser favorável a instalação da Refinaria Premium e da reserva de gás natural em Capinzal do Norte, mas defendeu que os empreendimentos sejam, inicialmente, instalados e que venham, de fato, beneficiar o povo maranhense.

- Não se pode pensar em Refinaria e Gás Natural de maneira ufanista e ingênua. Sendo instalados, de fato, no estado não devemos perder as oportunidades e tirar o máximo de benefícios desses empreendimentos. E que os 'royalties', principalmente do gás natural, sejam investidos em educação, especialmente, em ensino profissionalizante - destacou.

Flávio Dino defendeu, também, como política de incentivo para o desenvolvimento o apoio ao comerciário e a agricultura familiar, atividades significativas pela geração de emprego e renda aos maranhenses.

Maurício Araya/Imirante

Aliança

Questionado sobre as parcerias feitas com políticos considerados conservadores no Maranhão, Flávio Dino foi categórico em dizer que não se sente constrangido em ter como aliados nomes como o do candidato ao senado pelo PSB, José Reinaldo Tavares, e do prefeito de Caxias, Humberto Coutinho.

- Zé Reinaldo tem origem no grupo Sarney, é verdade. Ao romper, fez um gesto que eu considero importante para o Maranhão. Além disso, o candidato a governador sou eu, não ele. O debate é entre mim e os demais candidatos. Portanto, não tenho nenhum constrangimeento com o José Reinaldo ou com o prefeito de Caxias, Humberto Coutinho. Considero os dois políticos experientes e integrados com o meu programa de governo. Flávio Dino afirmou que faz uma campanha com uma aliança ampla, mas é bom que saibam que a locomotiva tem um comando.

Renovação

O candidato do PCdoB disse a sua candidatura tem uma visão republicana renovadora e democrática com os candidatos.

- Fazemos uma campanha de renovação e temos um programa renovador onde se agrega aliados que contribuem dando força ao projeto. Deixo bem claro que não quero exterminar com grupos políticos no Maranhão. O meu discurso é de mudar esse pensamento político ainda existente no estado, que se faz política trocando a razão pela emoção. Temos que apostar em uma integração e quem realmente está a fim de se enquadrar em um mudar o jeito de se, ainda, fazer política no Maranhão. Ficará de fora quem quiser atrapalhar - assegurou.

Maurício Araya/Imirante

Montagem

Indagado se não estava confundindo o eleitor sobre o uso como montagem da imagem da candidata à presidência da República, Dilma Roussef (PT), em seu programa político ao governo do Estado, Flávio Dino disse que a candidatura da ministra Dilma Roussef é um projeto nacional do qual não tem nome e ele defende.

Mordaça

Sobre o Inciso 1º do Artigo 45 da lei Eleitoral que restringe a participação de comediantes com sátiras e críticas a políticos durante o período eleitoral, Flávio afirmou que não foi relator da lei promulgada em 1997 pelo Congresso Nacional. Ele informou que na época exercia a atividade de juiz na 2ª Vara de Justiça do Maranhão. Se posicionou favorável a lei, quando ela se refere ao uso de montagens e truques, mas defende que ela seja avaliada. Brincou garantindo ser uuma pessoa bem humorada. Rasgou elogios e disse apreciar o programa jornalístico CQC, produzido por Marcelo Tas, citado como um crítico voraz do candidato.

Fim da Sabatina

Flávio encerrou o discurso reforçando o seu passado de honestidade na vida pública. Disse que a sua história está à disposição do povo do Maranhão. Participaram do debate, no programa Ponto Final, na rádio Mirante AM, os jornalistas Marco D´Eça, Mário Carvalho, André Martins e Jorge Aragão. O programa tem como mediador o jornalista Roberto Fernandes. A sabatina prossegue nesta sexta-feira, 27, com o candidato ao governo do Estado, Josivaldo Corrêa (PCB).

Histórico

Flávio Dino de Castro e Costa, 42 anos, é natural de São Luís. Formado em Direito pela Universidade Federal do Maranhão, onde foi juiz federal por 12 anos.

Ele foi eleito deputado federal pelo Maranhão em 2006 pelo Partido Comunista do Brasil (PC do B), ocupando gabinete de número 654 na Câmara dos Deputados.

Foi candidato a prefeito de São Luís nas eleições de 2008 pela Coligação Unidade Popular, sendo derrotado no segundo turno pelo ex-governador João Castelo, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Flávio Dino se lança candidato ao governo do Maranhão pela primeira vez tem como vice a candidata Miosótis Lúcio (PPS).

Fotos e imagens: Maurício Araya/Imirante.

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