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Intenção de consumo apresenta terceira alta, diz CNC

O aumento foi de 0,9% (121,9 pontos), na comparação com agosto.
Divulgação / CNC 22/09/2014 às 18h02

BRASIL – Em setembro, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou aumento de 0,9% (121,9 pontos), na comparação com agosto e queda de 3,4% em relação a setembro de 2013. É o terceiro resultado positivo, o que demonstra estabilidade do índice, que enfrentou quedas consecutivas de janeiro a junho deste ano.

Para a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a queda no preço dos alimentos e bebidas, pelo terceiro mês seguido, está entre os motivos que auxiliam na manutenção do consumo das famílias.

“A desaceleração no preço dos alimentos e bebidas gera alívio para o orçamento das famílias e, consequentemente, mais espaço para o consumo de outros bens”, afirma a assessora da Divisão Econômica da CNC, Juliana Serapio.

O índice permanece acima da zona da indiferença (100,0 pontos), indicando nível favorável de consumo, mas Serapio destaca que apesar dos resultados positivos, a percepção das famílias ainda não está recuperada.

“É importante perceber que os indicadores seguem mais baixos na comparação com 2013, adicionalmente, como os patamares estavam muitos baixos na serie histórica, este aumento indica apenas uma estabilidade”, explica a assessora.

O componente acesso ao crédito foi o único indicador que registrou queda na comparação mensal, de -0,6%, alcançando o menor nível da série histórica iniciada em 2010, além de variação negativa de -5,1% em relação a 2013. O elevado custo do crédito e o alto nível de endividamento são apontados pela CNC como os principais motivos para a redução na intenção de compras a prazo.

No entanto, setembro trouxe melhoras para o indicador do nível de consumo atual, com elevação de 0,6% na comparação mensal e de 0,1% em relação a setembro de 2013; este foi o único componente da ICF a ter variação positiva na comparação anual.

As famílias também apresentaram melhor perspectiva em relação ao mercado de trabalho, com um aumento de 1% na comparação mensal. A maior parte das famílias (55,7%) avaliou positivamente o cenário para os próximos seis meses.

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