De olho na Copa de 2030, CBF aposta na base dos clubes para renovar seleção brasileira
Coordenador das seleções de base da CBF afirma que clubes são responsáveis pela formação dos atletas que podem defender o Brasil no futuro.
TERESINA – A renovação da seleção brasileira para o ciclo da Copa do Mundo de 2030 passa pelo trabalho desenvolvido nas categorias de base dos clubes. Após a eliminação do Brasil no Mundial de 2026, o técnico Carlo Ancelotti e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) iniciaram um processo de reformulação do elenco, com atenção especial para posições consideradas carentes, como meio-campistas e laterais.
Durante agenda em Teresina, o coordenador das seleções de base da CBF, Branco, afirmou que a entidade tem discutido com os clubes a formação de jogadores com características necessárias para o futuro da equipe principal.
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Segundo o dirigente, a CBF não participa diretamente do processo diário de desenvolvimento dos atletas, já que essa responsabilidade pertence aos clubes.
“Fala-se de laterais, de meias, de camisas 10 e de camisas 9, e isso é um trabalho que a gente tem conversado com os clubes, porque a CBF não tem esse dia a dia: a gente convoca”, afirmou Branco.
Base dos clubes será fundamental para renovação
Branco destacou que os investimentos feitos pelos clubes nas categorias de base são importantes para revelar novos talentos para o futebol brasileiro.
“O trabalho de formação é dos clubes. Parabenizamos os presidentes de clubes, que estão investindo muito em estrutura física e em profissionais qualificados nas categorias de base do Brasil”, disse.
A necessidade de renovação ganhou força após Ancelotti reconhecer, depois da Copa do Mundo de 2026, que o Brasil precisa encontrar novos jogadores para assumir protagonismo na seleção. O treinador italiano também passou a acompanhar mais de perto o trabalho das equipes de base.
CBF quer preservar características do futebol brasileiro
Apesar da busca por jogadores para posições específicas, Branco afirmou que o principal objetivo é manter características históricas do futebol brasileiro, como criatividade, drible e capacidade de superar adversários no confronto individual.
“A base sempre será uma grande ajuda, uma grande saída para os clubes, não somente do ponto de vista técnico, mas também financeiro. A gente precisa, acima de tudo, não fugir da nossa essência, que é a individualidade e o drible”, declarou.
O coordenador das seleções de base ainda ressaltou a tradição brasileira nas competições internacionais e defendeu a valorização da formação de atletas com capacidade de quebrar linhas e criar jogadas.
“Por isso nós temos 16 títulos mundiais: cinco na principal, cinco no Sub-20, quatro no Sub-17 e duas Olimpíadas. Isso se deve à nossa capacidade de quebrar linhas, e é isso que temos de fortalecer. Esse é um fundamento”, completou.
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