BYD Song Pro ganha versão flex
SUV recebeu ligeiras mudanças e novo sistema super-híbrido que aumenta eficiência térmica e autonomia.
Song Pro ganha versão flex
Agora o BYD Song Pro “bebe” etanol: a versão Super-Híbrido passa a ser flex. O motor a combustão teve a eficiência térmica ampliada.
O SUV chega com o sistema DM-i 5.0, cujo motores 1.5 e elétrico combinados rendem 218 a 219 cv, conforme a versão. A GS, com bateria de 18,3 kWh, faz até 72 km no modo elétrico (10 km a mais que a geração anterior). A GL (bateria de 13,1 kWh) chega a 57 km (8 km a mais).
A BYD não informou dados do Inmetro, mas calcula-se autonomia perto de 800 km com gasolina e 600 km bebendo apenas etanol. A velocidade máxima subiu para 180 km/h, e o 0 a 100 km/h é feito em 8,6 s (GS) ou 8,8 s (GL).
A nova geração também traz dianteira redesenhada, painel com acabamento em black piano, pacote Adas 2 de série a partir da versão GL e central multimídia de 12,8” com Google Automotive Services. O SUV está à venda por R$ 176.990 (GL) e R$ 199.990 (GS), com garantia de 6 anos para o veículo e 8 para a bateria.
Lançado em 2024, o Song Pro já soma mais de 53 mil unidades emplacadas e é o principal responsável pela liderança da família Song entre os SUVs médios desde dezembro passado.
100 mil unidades e desconto para comemorar
A Caoa Chery atingiu a marca de 100 mil unidades produzidas e comercializadas do Tiggo 5X no Brasil, um número que a companhia associa à consolidação do modelo como referência entre os SUVs médios do mercado nacional.
Para marcar a data, a marca lançou uma campanha comercial por tempo limitado, com o Tiggo 5X Sport 2027 saindo de R$ 126.990 por R$ 124.990 e a versão Pro 2027 de R$ 144.990 por R$ 139.990.
A linha 2027 inclui painel integrado de 20,5”, novo sistema multimídia, interior redesenhado, carregador de smartphone por indução e rodas diamantadas de 18”, além da ampliação do pacote de segurança com o sistema Adas 2.0 Max Drive e 7 airbags.
O SUV segue fabricado na planta da Caoa em Anápolis (GO), e mantém a garantia de 7 anos. O aumento da produção também permitiu que o modelo passasse a ter pronta entrega.
Mercado avança 19% em sete meses
O mercado de veículos leves fechou os sete primeiros meses de 2026 com 1.621.280 unidades emplacadas, avanço de 18,9% sobre 2025, segundo a Bright Consulting.
Os eletrificados somam 303.831 unidades no acumulado, avanço de 123%, enquanto as marcas chinesas já respondem por 17,6% do total do ano, segundo dados da K.Lume Consultoria.
BYD sobe, GWM celebra e VW lidera
Entre as montadoras, a BYD é a maior beneficiária desse movimento: fechou julho na 4ª posição do ranking geral, com market share praticamente dobrado em um ano, de 4,3% para 9,1%, puxado também pela liderança inédita do Dolphin GS nas vendas de varejo.
A GWM viveu seu melhor mês da história no Brasil, com 9.297 emplacamentos e a 8ª posição geral, à frente de Jeep e Renault, resultado sustentado pela liderança do Haval H6 entre os híbridos e SUVs C e D, e do Haval H9 entre os SUVs grandes.
Já a Volkswagen manteve a liderança do varejo no acumulado do ano, com 106.818 unidades vendidas (+13%) e 266.898 no mercado total (+18%), apoiada em três modelos entre os seis mais vendidos do País — Polo, T-Cross e Tera.
Importados quase dobram volumes no ano
As dez marcas associadas à Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) – BYD, Denza, Volvo, Porsche, Kia, Jaguar, Land Rover, Aston Martin, McLaren e JAC – fecharam julho com 25.555 unidades emplacadas, alta de 9,1% sobre junho e de 117,4% sobre julho de 2025. No acumulado do ano, a entidade soma 136.670 unidades, avanço de 90,3% sobre 2025.
Entre as associadas, só a BYD fabrica localmente, em Camaçari (BA), respondendo pela maior parte do volume do grupo. A Land Rover, que produzia em Itatiaia (RJ), encerrou a montagem local em junho e passou a ser 100% importada. O presidente da entidade, Marcelo Godoy, projeta superar 210 mil unidades emplacadas em 2026.
Mais etanol na gasolina: faz diferença?
O aumento do teor de etanol na gasolina de 30 para 32% gera dúvidas sobre impactos no desempenho dos motores. Segundo Juliano Caretta, supervisor de treinamento técnico da DRiV do Brasil, cada tipo de motor há uma reação.
Carros flex, segundo o especialista, foram projetados para lidar com variações na proporção, enquanto modelos a gasolina seguem calibrações definidas pelos fabricantes.
Os mais antigos, equipados com carburador, têm menor capacidade de compensação automática, o que exige atenção redobrada ao sistema de ignição e de alimentação.
Sintomas como dificuldade de partida, marcha lenta irregular, aumento de consumo ou perda de desempenho devem ser investigados, considerando o histórico de manutenção do veículo e não apenas a composição do combustível.
*Lucia Camargo Nunes é economista e jornalista especializada no setor automotivo, editora do Via Digital e do canal @viadigitalmotors no YouTube. Acesse: linktr.ee/viadigitalmotors E-mail: lucia@viadigital.com.br
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