MIAMI (EUA) - Entre os quatro semifinalistas da Copa, uma delas, em especial, carrega uma “seca” daquelas. A Inglaterra - que enfrentará a Argentina na próxima quarta-feira no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta (EUA) às 16h no horário de Brasília, quer conquistar a taça que não é levantada por um inglês desde 1966. A França conquistou em 2018; a Argentina quer o bi e a Espanha conquistou em 2010.
A geração de Jude Bellingham, com a parceria e experiência de Harry Kane - um dos grandes artilheiros da Copa - faz um mundial copeiro, em que a Inglaterra chama mais a atenção muito menos pelo futebol, e muito mais pela garra mostrada e aplicação tática.
Em 1966, Inglaterra e Alemanha chegaram à final da Copa de 66 com campanhas quase idênticas: quatro vitórias e um empate sem gols, primeiro lugar em seus grupos na fase inicial, vitória apertada na semifinal (2 a 1, sobre Portugal e União Soviética, respectivamente).
A expectativa geral era de uma final muito disputada no estádio de Wembley em 30 de julho, com 96 mil torcedores.
Os alemães abriram o placar logo aos 12 minutos, com um gol de Helmult Haller, aproveitando uma cabeçada errada de Nobby Stiles para o meio da área. A vantagem dos visitantes durou apenas seis minutos. O capitão inglês Bobby Moore alçou uma bola na área, e encontrou Hurst livre na área. O atacante cabeceou com tranquilidade, diante da bobeira da defesa germânica, e empatou.
Dois gols no primeiro tempo, mais dois no segundo.
Aos 11 minutos do primeiro tempo da prorrogação, Alan Ball recebeu pela direita e cruzou. Hurst dominou na área e chutou de virada. A certeza é que a bola bateu no travessão. E...Entrou? Quicou em cima da linha?
Pela reação do inglês Hunt, foi gol. E o lance polêmico segue nas lembranças dos amantes da Copa.
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