Copa do Mundo

Felipão relembra 7 a 1 e diz acreditar em título do Brasil em 2026

Ex-técnico da Seleção afirmou que não reassistiu à semifinal contra a Alemanha e destacou a importância do mata-mata na próxima Copa.

Gustavo Coelho/Imirante Esporte

Felipão confia em Ancelotti na Seleção e relembra 7 a 1
Felipão confia em Ancelotti na Seleção e relembra 7 a 1 (Felipão)

RIO DE JANEIRO – O técnico Luiz Felipe Scolari, campeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002, relembrou a derrota por 7 a 1 para a Alemanha na Copa do Mundo de 2014 e disse que acredita no título do Brasil em 2026. As declarações foram dadas em entrevista ao programa Abre Aspas, do ge, publicada nesta sexta-feira (22).

Atual coordenador técnico do Grêmio, Felipão afirmou que vive uma fase mais tranquila no futebol. Ele reconheceu, no entanto, que a Copa de 2014 foi um dos períodos mais difíceis da carreira, especialmente pela pressão sofrida durante o torneio disputado no Brasil.

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Felipão admite falhas em 2014

Durante a entrevista, o ex-técnico da Seleção Brasileira disse que a comissão técnica teve dificuldades para proteger o elenco da pressão externa. Segundo ele, o cenário foi diferente do vivido na campanha do pentacampeonato, em 2002.

— Esse foi o problema de 2014, que ganhou a Copa das Confederações em 2013 jogando maravilhosamente bem, bonito, todo mundo alegre, feliz. Em 2014, deu uma série de probleminhas, não com os jogadores, mas entre nós lá dentro. Nós temos que assumir algumas dificuldades e deu errado. Depois, jogar no Brasil é muito difícil, mais difícil do que jogar fora. Jogar fora não tem a pressão que tem aqui.

Felipão também afirmou que a Seleção não conseguiu se blindar como havia feito em 2002. Para ele, interesses comerciais e internos dificultaram o ambiente da equipe.

— Nós não conseguimos blindar ou fechar totalmente a Seleção da forma como blindamos ou como estávamos blindados em 2002. Foi muito problemático, porque a gente tinha que tomar umas atitudes que impactavam junto às pessoas que trabalhavam conosco, comerciais, empresas que eram patrocinadoras, uma série de detalhes. Interesses pessoais, interesses de grupos dentro da Seleção. Uma coisa eu posso te dizer: depois de 2002, que a Seleção ganhou o Mundial, 2014 foi quarto lugar. Foi o melhor lugar que nós chegamos até hoje. É ruim? Sim, foi ruim, mas ainda foi o melhor lugar. Ninguém lembra disso.

Treinador diz que não reviu o 7 a 1

O treinador contou que nunca assistiu novamente à semifinal contra a Alemanha, disputada no Mineirão. Apesar da goleada histórica, ele disse que sua vida no futebol seguiu normalmente depois daquele jogo.

— Eu nunca reassisti ao jogo, nenhum jogo. Lances esporádicos, em uma outra oportunidade, assisto ou relembro... "ahh! Está bom!". Mas eu não vejo o jogo no dia seguinte ou dois, três, quatro anos depois. Tenho mais ou menos uma ideia e aquilo ali segue. E a minha vida no futebol sempre seguiu normalmente. Não vejo motivo para fazer algo diferente daquilo.

Ao lembrar a noite após a derrota, Felipão disse não ter memória clara do que ocorreu, mas reconheceu que provavelmente ficou abalado.

— Não lembro! Provavelmente não devo ter dormido, ficado chateado ou dormido pouco, mas para dormir eu não pago imposto. Devo ter sentido normalmente como todos, mais por isso ou por aquilo... Por que eu não fiz? Por que aconteceu aquilo? Aconteceu.

Confiança no Brasil em 2026

Felipão também falou sobre a próxima Copa do Mundo. Ele disse acreditar no trabalho da comissão técnica comandada por Carlo Ancelotti e afirmou que os cruzamentos da fase eliminatória serão decisivos para a busca pelo título.

— Acredito. E torço para que o Carlo consiga, o Rodrigo Caetano, a turma que está envolvida no processo. E o seguinte: o que envolve uma Copa do Mundo, que ninguém está ainda falando muito, são os cruzamentos. A primeira fase é Marrocos, Haiti e Escócia, tudo bem. Mas depois vêm os cruzamentos. Esses cruzamentos são os importantes, porque aqui (primeira fase) você pode até perder um jogo. Lembra que a Argentina perdeu para a Arábia Saudita e foi campeã? Mas ela perdeu nesses três jogos.

Segundo Felipão, o mata-mata exige regularidade e não permite erros contra seleções fortes. Ele citou Argentina, Espanha, Portugal, Inglaterra e França como possíveis adversários em fases decisivas.

— Depois são os jogos que nós falamos aqui no Sul: o mata-mata, um jogo só. A tua equipe ou está bem ou está mal. E aí a gente perde ou ganha. Os cruzamentos são importantes. Pelos cálculos da turma que nós temos aqui no Grêmio, se nós passarmos em primeiro, nas outras chaves vamos pegar uma situação mais ou menos (na segunda fase). Aí depois são cruzamentos: Argentina, Espanha, Portugal, Inglaterra, França. Esses são os jogos que tu não pode errar.

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