RIO DE JANEIRO - A comparação é inevitável. Uma seleção brasileira que busca o tetracampeonato mundial e deposita esperanças em Romários, no plural. Um é lateral-esquerdo do Vitória, enquanto o outro, também conhecido por Leiria, é zagueiro do Internacional. Coincidência agradável que é reforçada por nomes como Gerson e Dodô, além dos já conhecidos Neymar, Philippe Coutinho e Zezinho, e permitem ao Brasil iniciar como um dos favoritos no Mundial Sub-17, neste sábado, contra o Japão, às 16h (de Brasília).
A competição na Nigéria encerra um ciclo, a princípio, incontestável dos comandados do técnico Lucho Nizzo. Treinador que assumiu o cargo às pressas em 2007 e decepcionou com a antiga geração, agora tem em mãos um grupo acostumado a levantar canecos. O final foi feliz em cinco das seis competições que a equipe disputou desde 2006, com destaque para a vitória nos pênaltis sobre a Argentina no Sul-Americano, em maio.
– A preparação foi ótima, um projeto de dois anos que vem sendo feito maravilhosamente bem. Ganhamos inúmeros títulos, passamos por várias situações, jogamos contra outras culturas e agora temos o término. Tudo foi feito para esse Mundial e não poderíamos estar melhores em termos táticos, técnicos e físicos. Vamos em busca do título – disse o capitão Gerson.
O Brasil voltará a encontrar culturas diferentes no Grupo B. O primeiro adversário é o Japão, semifinalista da eliminatória na Ásia, neste sábado. Na quarta, enfrenta o México, campeão em 2005 contra a seleção de Anderson, hoje no Manchester United, e Marcelo, no Real Madrid. Na sexta, joga contra a caçula Suíça. Todas as partidas serão às 16h (de Brasília).
– Temos contato com equipes que temos sempre se confrontado, além das africanas, já conhecidas por sua força física. Creio que todos os países classificados vão ao Mundial credenciados como tal. São times difíceis de enfrentar, mas confio na nossa garotada – avaliou o técnico Lucho Nizzo.
Quem se recorda do Mundial Sub-20, disputado há menos de um mês, não precisa nem ler sobre o regulamento. A fórmula é a mesma. Classificam-se para as oitavas de final os dois primeiros de cada seis grupos mais os três melhores terceiros colocados. O mata-mata em jogo único segue até a decisão, no dia 15 de novembro, em Abuja.
Adversários de tradição... nos profissionais
Alemanha, Argentina, Holanda, Espanha e Itália causam sempre temor por montarem grandes equipes, mas nenhuma sabe o que é conquistar o título do Mundial Sub-17. Em números, o maior adversário do Brasil é a Nigéria, dona da casa e também tricampeã. As seleções europeias, no entanto, chegam creditadas por boas campanhas nos torneios eliminatórios.
Os alemães conquistaram o Campeonato Europeu Sub-17 de 2009, em maio, batendo a Holanda na final. A Espanha foi campeã da mesma competição em 2008. Já a “Azzurra”, semifinalista em 2009, é apontada pelos críticos como um dos times mais maduros.
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