Futebol brasileiro fatura US$ 330 bilhões, diz pesquisa

Atualizada em 27/03/2022 às 14h07

SÃO PAULO - Um estudo da consultoria norte-americana Delloite sobre futebol na América Latina mostra que ganha-se muito dinheiro com o esporte no Brasil, mas o dinheiro fica concentrado na mão de poucos. A economia dos clubes da primeira divisão do futebol nacional rendeu mais de US$ 330 milhões em 2005, mas a maior parte do dinheiro ficou na mão de grandes talentos, como o jogador Robinho, e de clubes de São Paulo.

Em 2005, a maior parte da renda do futebol brasileiro foi gerada pela transferência de jogadores, especialmente para o mercado europeu - assim como acontece em outros países, como a Argentina e Uruguai. No Brasil, as vendas de talentos movimentaram US$ 100 milhões no ano, mas, deste total, US$ 30 milhões ficaram concentrados na transferência de Robinho, do Santos, para o Real Madrid.

Ingressos e TV

A venda de ingressos representou 7% do total arrecadado pelo esporte em 2005 (pouco mais de R$ 23 milhões), mas a maior parte deste valor acabou concentrado nos cofres de três times paulistas: Santos, São Paulo e Corinthians. O número de torcedores presente aos estádios, porém, está em queda: de 16 mil por jogo, em média, na década de 70, passou para os atuais 12 mil.

A mesma concentração é percebida nos ganhos com a transmissão de jogos, que chegaram a aproximadamente US$ 66 milhões em 2005: os times mais conhecidos são os que mais lucram.

Dada a visibilidade do esporte, a renda com patrocínios também ganha importância chegando a US$ 46 milhões dos US$ 330 milhões arrecadados em 2005. Entretanto, times como o Palmeiras, o Grêmio e o São Paulo concentraram cada um US$ 5 milhões deste total.

O Brasil é de longe o maior mercado para o futebol na América Latina. O mercado argentino movimenta US$ 160 milhões ao ano, sendo que a metade deste valor é resultado da negociação de jogadores.

Informações do G1

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