Futebol Internacional

Em meio à crise, Fifa defende permanência de Gianni Infantino

Entidade afirmou haver um esforço coordenado para contestar a liderança do presidente em meio à crise interna.

Imirante.com

- Atualizada em 09/08/2026 às 19h05
Declaração ocorre após críticas ao dirigente e o fracasso de proposta bilionária envolvendo direitos comerciais da Copa.
Declaração ocorre após críticas ao dirigente e o fracasso de proposta bilionária envolvendo direitos comerciais da Copa. (Foto: Divulgação / Fifa)

SUIÇA - A Federação Internacional de Futebol (Fifa) afirmou neste sábado (8) que existe um “esforço coordenado e contínuo” para enfraquecer a posição do presidente Gianni Infantino. Em comunicado, a entidade defendeu que qualquer tentativa de contestar a liderança deve seguir os estatutos e os procedimentos democráticos estabelecidos pela organização.

A manifestação ocorre em meio a uma crise envolvendo a gestão de Infantino, que se intensificou após o fracasso de uma proposta para arrecadar cerca de US$ 4,2 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 24,8 bilhões, com a venda de participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo e de outros torneios. A iniciativa recebeu críticas da Uefa, de federações nacionais e de dirigentes da própria Fifa.

Proposta bilionária aumenta pressão sobre Infantino

O projeto, que previa a criação de uma estrutura empresarial para administrar direitos comerciais da Fifa, provocou forte resistência entre dirigentes do futebol. A proposta acabou retirada diante da pressão, em um episódio considerado uma das principais derrotas políticas de Infantino desde que assumiu a presidência da entidade.

A crise também levou a uma reunião de emergência no Marrocos nesta semana. Na ocasião, integrantes da direção da Fifa reafirmaram apoio ao presidente, apesar do aumento das críticas e das especulações sobre o futuro da liderança da entidade.

Fifa contesta acusações contra presidente

No comunicado, a Fifa não identificou quem estaria por trás das supostas tentativas de enfraquecer Infantino. A entidade também não especificou quais acusações motivaram a manifestação.

A declaração foi divulgada após reportagens do jornal britânico The Daily Telegraph sobre pagamentos feitos pela Uefa a um ex-funcionário durante o período em que Infantino ocupava o cargo de secretário-geral da entidade europeia. O presidente da Fifa negou as alegações, classificadas pela organização como infundadas.

A Fifa afirmou ainda que aceita o escrutínio legítimo, mas que pretende reagir a reportagens consideradas imprecisas ou enganosas. A entidade também destacou que qualquer processo relacionado à eleição de seu presidente deverá respeitar as regras internas e o modelo de governança.

Futuro de Infantino é alvo de questionamentos

A crise aumentou as dúvidas sobre a permanência de Infantino no comando da Fifa. Antes da controvérsia, o dirigente suíço era apontado como favorito para disputar um novo mandato, com uma base de apoio consolidada entre diversas federações nacionais.

Apesar da pressão, a Fifa reforçou que Infantino foi eleito democraticamente pelas federações-membro e permanece no exercício do mandato. A entidade afirmou que continuará trabalhando para fortalecer sua estrutura e ampliar a atuação do futebol em diferentes regiões do mundo.

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