DORTMUND, Alemanha - As confusões extra-campo foram esquecidas pelos togoleses durante o jogo. Os erros do árbitro não serão. A Suíça mostrou um futebol organizado e eficiente na vitória sobre Togo por 2 a 0 nesta segunda, no Westfalenstadion, em Dortmund, mas contou com uma ajuda de Carlos Amarilla, que não marcou dois pênaltis no primeiro tempo.
Com o resultado, os suíços chegaram a quatro pontos no grupo G, o mesmo que a Coréia do Sul, mas lideram pelo saldo de gols. Ambos se enfrentam na próxima sexta-feira, às 16h, na rodada decisiva. A França tem dois pontos e ainda luta por uma das duas vagas. Pega os folclóricos togoleses no mesmo dia e horário.
Os africanos já não têm mais chances de classificação na sua primeira participação em Copas do Mundo, conturbada por conta de diversos problemas entre jogadores, técnico e federação, mas digna dentro de campo.
Árbitro interfere no resultado da partida
O primeiro tempo foi dividido em dois períodos: antes e depois do gol da Suíça. No início, os europeus tiveram total domínio da partida, com um jogo veloz e organizado, restando para Togo a opção dos contra-ataques. Após sofrer o gol, os togoleses acordaram e tomaram o controle. Não fosse o árbitro Carlos Amarilla, que não marcou dois pênaltis, os africanos poderiam descer para os vestiários com um resultado melhor.
Logo aos 5 minutos, em um contra-ataque, Kader levou perigo em uma jogada pela esquerda. Penetrou na área e chutou de bico para defesa de Zuberbühler (assista ao vídeo). Aos 9, o destaque de Togo, Adebayor, aproveitou cruzamento do mesmo Kader e, agarrado pelo zagueiro, cabeceou muito perto da trave direita do goleiro suíço. Pediu o pênalti justamente, mas não foi atendido (assista ao vídeo).
A Suíça, com muito mais posse de bola, abriu o placar aos 15 minutos. Magnin cruzou da esquerda na segunda trave. Barnetta ajeitou de cabeça para Frei, no meio da área, empurrar para o gol, o primeiro dos suíços na Copa 2006.
A seleção africana, então, se lançou ao ataque. Aos 26, Adebayor dominou pela esquerda e tocou para Kader dentro da área. O togolês tirou um zagueiro com um drible de corpo, mas chutou prensado por outro defensor. A bola acabou nas mãos do goleiro (assista ao vídeo).
Três minutos depois, após cruzamento rasteiro da esquerda, a bola passou por toda a zaga suíça na entrada da área e sobrou para Dossevi no bico direito da grande área. O jogador chegou chutando forte, mas torto, sem direção (assista ao vídeo). Aos 34 minutos, Adebayor foi derrubado dentro da área por Müller, na corrida. Um pênalti claro não marcado pelo árbitro paraguaio.
Na etapa final, a Suíça começou assustando. Aos 5 minutos, Barnetta arriscou chute forte da entrada da área e obrigou Agassa a se esticar todo e colocar por cima (assista ao vídeo). Na seqüência, Frei foi lançado dentro da área, virou e chutou para o gol, aos 13. A bola desviou na zaga e saiu a escanteio (assista ao vídeo). Aos 18, Yakin entrou sozinho pela meia-lua, tabelou com Frei e chutou para linda defesa de Agassa (assista ao vídeo).
Apesar de bastante movimentada, a partida acabou tendo menos lances de perigo após o ímpeto inicial suíço. Togo não parou de batalhar um minuto sequer, mas dependeu muito de seu maior astro, Adebayor, que esteve muito bem marcado e cansou na etapa final. Aos 42, a Suíça completou a festa de sua numerosa torcida em Dortmund quando Barnetta chutou cruzado do bico direito da grande área, após passe de Lustrinelli, que acabara de entrar. A bola ainda bateu na trave antes de entrar (assista ao vídeo). Quem esperava uma partida morna e de baixo nível técnico acabou se surpreendendo.
TOGO 0 X 2 SUÍÇA
Local: Westfalenstadion, em Dortmund (Alemanha)
Árbitro: Carlos Amarilla (Paraguai)
Auxiliares: Manuel Bernal (Paraguai) e Mohamed Guezzaz (Marrocos)
Cartões amarelos: Salifou, Adebayor, Romao (Togo) e Vogel (Suíça)
Gol: Frei, aos 15 minutos do primeiro tempo; Barnetta, aos 42 minutos do segundo tempo
TOGO
Agassa; Nibombé, Toure, Tchangai e Agboh (Salifou); Dossevi (Senaya), Touré Maman, Romao e Kader; Forson e Adebayor
Técnico: Otto Pfister
SUÍÇA
Zuberbühler; Magnin, Senderos, Müller e Philipp Degen; Wicky, Vogel, Cabanas (Streller) e Barnetta; Frei (Lustrinelli) e Gygax (Yakin)
Técnico: Köbi Khun
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