Futebol olímpico é prejudicado por excesso de competições

Atualizada em 27/03/2022 às 15h01

SÃO PAULO - Depois da Eurocopa, da Copa América e da Copa da Ásia, o torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de Atenas terá de produzir feitos muito importantes para ter destaque no cenário internacional

A extensa atividade das seleções nacionais nos últimos meses nada mais é do que o início dos problemas para o futebol olímpico. Mas, como já ocorreu em outras Olimpíadas, o nível de jogo e a emoção das partidas podem levar a agradáveis surpresas.

O limite de idade, que permite às equipes apenas três jogadores de 23 anos ou mais, faz com que muitas grandes estrelas do futebol mundial estejam ausentes.

De qualquer maneira, muitos jovens podem começar a brilhar na capital grega.

O português Cristiano Ronaldo, que defendeu as cores de seu país na Eurocopa vencida pela Grécia, também estará nos Jogos, o que o levará a perder o início da temporada inglesa com Manchester United.

Portugal, que não pôde comemorar o título do torneio que organizou, faz parte do grupo D, ao lado de Costa Rica, Marrocos e Iraque.

O Manchester United também não contará com o zagueiro argentino Gabriel Heinze, recentemente adquirido, que participou da Copa América no Peru, quando a Argentina acabou derrotada na final pelo Brasil, na disputa de pênaltis.

ARGENTINA EM BUSCA DO OURO

A Argentina tentará conquistar sua primeira medalha de ouro no futebol olímpico com uma equipe cheia de estrelas, como o atacante Javier Saviola (do Barcelona, da Espanha), o experiente zagueiro Roberto Ayala (Valência, da Espanha), o habilidoso Carlos Tevez (boca Juniors) e o meio-campista Javier Mascherano (River Plate).

Outra seleção sul-americana a tentar uma medalha é o Paraguai, que traz na bagagem uma boa atuação na Copa América, além de superar o Brasil no pré-olímpico disputado em janeiro, no Chile.

Com a base do grupo que jogará em Atenas, o Paraguai voltou a derrotar o Brasil na primeira fase da Copa América, caindo nas quartas-de-final diante do Uruguai.

O Paraguai integra o grupo B, juntamente com Japão, Gana e Itália, campeã européia sub-21 com o meio-campista Andrea Pirlo, do Milan, e o jovem atacante Alberto Gilardino, do Parma.

O torneio de 16 equipes sofrerá a ausência do Brasil e de Camarões, ganhador da medalha de ouro em Sydney. As duas seleções fracassaram na tentativa de conquistar uma vaga para a Olimpíada.

Uma presença que gera expectativa é a seleção da casa, a Grécia, que chega com o predicado de ter conquistado de forma surpreendente o título da Eurocopa de Portugal.

A Grécia estará no grupo A, com Coréia do Sul, México e Mali.

O México, dirigido pelo argentino Ricardo La Volpe, tentará chegar entre os melhores, apesar de que todos no país reconhecem que será difícil lutar por uma medalha.

INCÔMODO NOS JOGOS

O movimento olímpico nunca se sentiu à vontade com a inclusão de jogadores profissionais, que participam dos Jogos desde 1984.

A inclusão do futebol feminino a partir de 1996, em Atlanta, ajudou a restabelecer alguma credibilidade aos valores do amadorismo.

O torneio feminino conta com dez seleções, divididas em três grupos. Entre os participantes estão Brasil, México e Estados Unidos.

Suécia Japão e Nigéria integram o grupo E, Alemanha, China e México o grupo F, enquanto Brasil, Estados Unidos, Grécia e Austrália formam o grupo G.

As atividades do futebol darão início aos Jogos Olímpicos e começará na quarta-feira, 11 de agosto.

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