Weslley Patati

Craque do Santos e destaque na Copinha fala ao Imirante Esporte

Camisa 7, que é maranhense, vai enfrentar o Chapadinha na 2ª fase.
Thiago Bastos e Eduardo Lindoso / Imirante Esporte 11/01/2022 às 10h55
Maranhense Wesley é um dos destaques da Copinha 2022

SÃO LUÍS – Com a classificação do Chapadinha à segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior, muita gente no Maranhão, principalmente no interior do estado, estará de olho no duelo desta quarta-feira (12), diante do Santos. Porém, em Presidente Dutra (347 km da capital), uma família e amigos, torcerão mesmo é para o Peixe, mais precisamente para o camisa 7, o Weslley Patati, um dos jogadores mais badalados desta Copinha, que nasceu na cidade maranhense. Apesar do apelido folclórico, do famoso palhaço Patati (da dupla com Patatá), o jogador, de 18 anos, tem chamado atenção mesmo é pelos gols, velocidade e habilidade no ataque santista. Nessa entrevista exclusiva ao Imirante Esporte, a joia do Santos, que tem muita de R$ 648 milhões, falou sobre início da carreira, seus ídolos, e a chance de enfrentar um time do seu estado.

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Weslley Patati, sem dúvida, já é um dos grandes destaques desta edição de 2022 da Copinha, ainda mais por vestir a camisa do Santos, time que já revelou craques nessa competição como Robinho e Neymar. O camisa 7 já virou um personagem constante nas manchetes de sites e jornais de São Paulo. E o sucesso, que ganhou ainda mais projeção depois dos dois gols e uma assistência na vitória sobre o Rondoniense, por 3 x 0, na segunda rodada, só aumenta. Mas no Santos, que conhece bem o atleta, isso não é novidade, tanto que o jogador assinou o primeiro contrato profissional com o Peixe em 2020, com três anos de validade e multa de 100 milhões de euros (cerca de R$ 648 milhões).

Patati tem contrato com o Santos e multa milionária

Depois de muitos perrengues no início da carreira, que começou aos oito anos, Patati chegou no Santos em 2019, após ter sido abandonado por um empresário, ainda em 2018, em Goiás, quando, segundo ele mesmo, ficou sem condições para se alimentar, e não conseguia contato com sua família para voltar para casa. Depois desse drama, Patati foi levada por um empresário para o Santos. Antes disso, ele voltou para Presidente Dutra, passou um tempo com a família, e, daí em diante, tudo mudou.

“Quando recebi a notícia de que vinha para o Santos, fiquei muito feliz. Eu pude me juntar com a galera, fui muito bem recebido. Até hoje, graças a Deus, tudo vem acontecendo muito bem na minha vida”, disse Patati.

Santos e Chapadinha duelam, nesta quarta-feira (12), às 19h30, em Araraquara-SP, pela segunda rodada da Copinha.

Nesta entrevista exclusiva ao Imirante Esporte, concedida antes da classificação do Chapadinha, Wesley Patati falou sobre alguns assuntos, entre eles a origem do apelido, do seu principal ídolo do esporte e da chance de enfrentar o Chapadinha.

VEJA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA

1. Quando você começou no futebol? Em Presidente Dutra mesmo?

Weslley Patati: Comecei com 8 anos na escolinha do Futebol Atlético Maranhense, em Presidente Dutra mesmo.

2. Por que do apelido Patati?

Weslley Patati: Quando eu comecei a jogar futebol meus pais não tinham condições de comprar chuteiras para mim. Com isso, eu pegava os calçados dos meus amigos, que tinham pés maiores que o meu, emprestados. Por ficar muito largo no pé, diziam que meus pés pareciam de palhaço. A partir daí, surgiu o apelido de Patati.

3. Fez base em algum time maranhense?

Weslley Patati: Não. Cheguei a jogar um campeonato pelo River (PI), mas depois de pouco tempo acabei indo embora.

4. Quando chegou ao Santos?

Weslley Patati: Cheguei em julho de 2019.

5. Quem é seu ídolo no esporte?

Weslley Patati: Pelas características de drible, velocidade e agilidade, me inspiro muito no Neymar.

6. Você pode enfrentar o Chapadinha, outro time maranhense na próxima fase. Qual o sentimento?

Weslley Patati: Fico feliz em poder ver um clube da minha região disputando uma Copa São Paulo e jogando o mata-mata. Espero poder contribuir da melhor maneira ao Santos, para que possamos seguir firmes na competição.

7. Qual recado que você dá para jovens como você que estão ainda buscando um lugar ao sol no futebol nacional?

Weslley Patati: Que nunca deixem de sonhar e nunca deixem de acreditar naquilo que querem seguir para a vida. E o mais importante: sempre manter a fé. Acredito que isso é o essencial para continuarmos buscando realizar todos os nossos sonhos.

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