Liminar derrubada

Após disputa da Supercopa em São Luís, Justiça Desportiva decide contra elegibilidade de Tifanny

Decisão foi tomada por unanimidade nesta sexta-feira e derrubou liminar que permitia a participação da atleta pelo Osasco desde a Supercopa, em São Luís.

Gustavo Coelho/Imirante Esporte

Justiça Desportiva decide pela inelegibilidade de Tifanny após a Supercopa Feminina
Justiça Desportiva decide pela inelegibilidade de Tifanny após a Supercopa Feminina (Camille Menezes/CBV)

SÃO LUÍS – A Justiça Desportiva decidiu, por unanimidade, nesta sexta-feira (23), pela inelegibilidade de Tifanny Abreu para disputar competições organizadas pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Com a decisão, foi revogada a liminar concedida pela Justiça comum que permitia a participação da atleta nos jogos do Osasco na Superliga Feminina.

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A defesa de Tifanny, liderada pelo advogado Luis Fernando Novaes, informou que pretende solicitar uma reavaliação da decisão no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) e continuar recorrendo às instâncias da Justiça comum.

A jogadora, de 41 anos, disputa a Superliga desde 2017 e está em sua sexta temporada pelo Osasco. Ela foi diretamente afetada pela nova política de elegibilidade adotada pela CBV em agosto deste ano para atletas que disputam a categoria feminina.

Entenda a decisão da CBV

A CBV decidiu adotar os critérios estabelecidos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para a participação de atletas na categoria feminina.

Pela regra, as jogadoras precisam apresentar teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento masculino. Atletas que não comprovarem o atendimento aos critérios estabelecidos ficam impedidas de participar das competições organizadas pela entidade.

Tifanny foi a primeira atleta transgênero a atuar na elite do vôlei brasileiro. Desde o anúncio da nova política, a jogadora recebeu manifestações de apoio de atletas e integrantes da comunidade do voleibol.

A capitã da seleção brasileira feminina, Gabi Guimarães, também se posicionou publicamente sobre o caso. Antes do Pré-Olímpico, a jogadora fez um discurso no qual criticou a decisão da CBV e defendeu a permanência de Tifanny na Superliga.

Liminar permitiu participação de Tifanny

Após a decisão da CBV, a Justiça do Rio de Janeiro concedeu uma liminar que suspendeu provisoriamente a determinação da entidade e autorizou Tifanny a atuar pelo Osasco.

A medida permitiu que a atleta entrasse em quadra contra o Praia Clube, pela Supercopa Feminina de Vôlei, disputada em São Luís. Na ocasião, o Osasco venceu por 3 sets a 0.

A liminar também garantiu a participação da jogadora na estreia do Osasco na Superliga.

Como se tratava de uma decisão provisória, a medida permaneceu válida até o julgamento realizado nesta sexta-feira pela Justiça Desportiva.

Defesa pretende recorrer

Com a decisão desfavorável à atleta, a defesa de Tifanny afirmou que irá buscar novos caminhos na Justiça comum.

O advogado Luis Fernando Novaes, responsável pela defesa da jogadora, pretende apresentar um pedido de reavaliação ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e continuar questionando a decisão nas instâncias judiciais cabíveis.

Tifanny segue, portanto, impedida de disputar partidas de competições organizadas pela CBV enquanto a decisão estiver em vigor.

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