Superação

Garoto maranhense fecha contrato de R$ 455 milhões com o Santos

O meia-atacante de 16 anos Weslley Batista é natural de Presidente Dutra.
Imirante Esporte com informações do Globo Esporte12/01/2020 às 17h33

A melhor parte do sonho é quando percebemos que é possível realizá-lo. O jovem Weslley Batista, também conhecido como "Patati", carrega consigo uma verdadeira história de superação e um apelido que esconde um drama emocionante, mostrando que mesmo nos dias mais difíceis, sonhar ainda é possível. O meia-atacante de 16 anos, natural de Presidente Dutra, assinou um contrato com multa rescisória de R$ 455 milhões com o Santos e que acerta com três anos de vínculo direto do atleta com o clube paulista.

O mundo dá voltas e Weslley - que deixou a casa dos pais bem cedo e teve de “caçar” sua própria comida no início dessa trajetória - agora pode dizer para os quatro cantos que é um jogador do Peixe. Um fato curioso é que o garoto assumiu o apelido de "Patati" e diz que gosta de ser chamado assim. Ele relata que ficou conhecido dessa forma devido a ter que usar chuteiras emprestadas de outros colegas pela falta condições de comprar uma do seu tamanho. Como os pares que ele usava eram muito maiores que os seus pés, ficou a brincadeira que ele calçava "sapatos de palhaço" e, logo na sequência, o nome "Patati" surgiu durante os treinos.

Patati chegou ao Santos em julho de 2019, mas sua história no esporte começou aos 15 anos, quando deixou a casa dos seus pais em busca do sonho de se tornar jogador de futebol. O meia-atacante deu o primeiro passo em um clube de Jataí, Goiás. Nesse momento inicial, ele conta que chegou a ser abandonado, sem condições para se alimentar, e não conseguia sequer falar com seus familiares para tentar voltar para casa. Quando estava fora dos treinos, o jovem fugia do alojamento em que morava para buscar frutas em árvores no intuito de aliviar a fome.

Weslley Batista, o "Patati", foi pego de surpresa após assinar vínculo de formação

Sem contato com a família e vivendo um drama, Patati relata que teve um grande aliado. O garoto Lucas, que jogava no mesmo clube virou quase um irmão e deu uma família para o garoto maranhense, que já não frequentava mais o alojamento. O tempo passou e o atleta maranhense foi descoberto pelo empresário Maurice Cohen depois de conseguir deixar Jataí. Foi Cohen que levou o garoto para testes no Santos no ano passado.

Após treinos, avaliações e da tão sonhada aprovação, Patati disputará em breve a Copa Santiago, no Rio Grande do Sul, a partir da próxima segunda-feira. Vale destacar que a partir de agora, o clube de fora do Brasil que quiser tirar o meia-atacante da Vila Belmiro terá de pagar a multa rescisória, ou seja, o menino de Presidente Dutra agora vale ouro.

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