RIO DE JANEIRO - O futebol brasileiro perdeu, na noite desta quinta-feira (11), um de seus grandes ídolos históricos. O ex-zagueiro Hércules Brito Ruas, conhecido mundialmente apenas como Brito, morreu aos 86 anos. Ele estava internado há quatro semanas em uma unidade de saúde para tratar um quadro de pneumonia.
A confirmação do falecimento foi divulgada por meio das redes sociais oficiais do ex-atleta. “É com imensa tristeza que comunicamos o falecimento do nosso campeão do Mundo. Agradecemos a todos pelas orações e mensagens de apoio e carinho”, diz a nota publicada no perfil de Brito no Instagram. Informações sobre o local e o horário do sepultamento ainda serão comunicadas pela família.
A trajetória vitoriosa de Brito
Hércules Brito Ruas foi uma peça fundamental na conquista do tricampeonato mundial pela Seleção Brasileira, no México. Durante a Copa do Mundo de 1970, Brito destacou-se por possuir o melhor preparo físico de todo o elenco, sendo titular absoluto na grande final disputada no Estádio Azteca, onde o Brasil venceu a Itália por 4 a 1.
Além de integrar a Seleção Brasileira, o ex-zagueiro teve uma carreira extensa e vitoriosa em clubes de expressão do futebol nacional. Ele defendeu as cores de equipes tradicionais como Vasco, Flamengo, Cruzeiro, Internacional, Corinthians, Botafogo e Athletico-PR.
Homenagens e legado no futebol
Logo após o anúncio da morte, diversas instituições manifestaram pesar pela morte de Brito. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o Flamengo e o Vasco publicaram notas oficiais prestando homenagens ao ídolo.
O presidente da CBF, Samir Xaud, ressaltou a importância do defensor para a história do esporte: "Brito nos deixou como um dos grandes zagueiros da história do futebol brasileiro. Sua contribuição para o tricampeonato mundial na Copa de 70 será eternamente lembrada por todos nós". Xaud ainda pontuou que a "raça" demonstrada por Brito deve servir de inspiração para as novas gerações de jogadores brasileiros.
Confira a nota do Vasco:
"Com o mais profundo pesar, recebemos a notícia do falecimento de Brito, um dos maiores zagueiros da história do Vasco da Gama.
Hércules Brito Ruas tinha 86 anos, era vascaíno de berço e foi revelado em São Januário. Com a Cruz de Malta, disputou 405 jogos e anotou 11 gols, em duas passagens: 1957 e de 1959 até 1969. Conquistou o Torneio de Paris de 57 e o Rio São Paulo de 66.
Suas atuações e seu porte físico o levaram para a Seleção Brasileira, a qual defendeu em duas Copas do Mundo: 1966 e 1970, de onde saiu com o Tri-Mundial.
Obrigado por tudo, ídolo!
Descanse em paz"
Confira a nota do Flamengo:
"O Clube de Regatas do Flamengo lamenta profundamente o falecimento de Hércules Brito Ruas, o Brito, aos 86 anos.
Rubro-negro no histórico esquadrão do Tri em 1970, foi eleito o jogador mais bem preparado fisicamente daquela Copa. Em sua passagem pela Gávea, Brito honrou e respeitou o nosso Manto.
Descanse em paz, Tricampeão. Nossos sentimentos aos familiares e amigos".
Confira a nota da CBF:
"A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) lamenta profundamente o falecimento de Brito, ex-zagueiro e campeão mundial pela Seleção na Copa do Mundo de 1970, aos 86 anos, nesta quinta-feira (11). Neste momento de dor e pesar, a entidade se solidariza com seus familiares, amigos e fãs.
“Brito nos deixou como um dos grandes zagueiros da história do futebol brasileiro. Sua contribuição para o tricampeonato mundial na Copa de 70 será eternamente lembrada por todos nós. Presto minha reverência a este ídolo do nosso país. Que sua raça seja uma inspiração para nossos jogadores que disputarão a Copa”, disse o presidente da CBF, Samir Xaud.
Na conquista do Tri, o carioca formou a vitoriosa dupla de zaga com Piazza. Juntos, somavam atributos importantes para uma defesa. Piazza era conhecido pela técnica, e Brito, pela força e imposição física. Não à toa, Hércules era seu nome. Atuou como titular nos seis jogos do Mundial e sequer foi substituído.
Nascido em 9 de agosto de 1939, o ex-zagueiro iniciou sua carreira no Vasco e jogou em outros grandes clubes como Flamengo, Cruzeiro, Internacional, Corinthians, Botafogo e Athletico-PR.
Seu sucesso nestas equipes tornou a Seleção Brasileira um caminho natural. Foram oito anos (de 1964 a 72) vestindo a Amarelinha, durante os quais disputou 61 jogos, com 45 vitórias, 11 empates e cinco derrotas. Além do tricampeonato mundial, ganhou a Copa Roca (1971) e a Taça Independência (1972)".
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