SÃO PAULO - A jogadora brasileira Carol Solberg foi suspensa da primeira etapa do Circuito Mundial de Vôlei de Praia 2026 após uma declaração sobre a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo informou o colunista Juca Kfouri, em publicação no UOL. A punição impediria a atleta de disputar o Beach Pro Tour Elite 16, marcado para março, em João Pessoa, na Paraíba. Até o momento, a Federação Internacional de Voleibol (FIVB) não divulgou nenhuma sanção oficial.
A etapa de João Pessoa abre o calendário internacional da modalidade em 2026, mas ainda não integra o período de pontuação da corrida olímpica.
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Carol Solberg suspensa do Circuito Mundial de Vôlei de Praia 2026
A declaração que teria motivado a suspensão ocorreu em novembro de 2025, logo após a conquista da medalha de bronze no Mundial disputado na Austrália. Durante entrevista oficial ainda em quadra, Carol mencionou a prisão de Bolsonaro, ocorrida na véspera, no Brasil.
A informação sobre a punição foi divulgada exclusivamente por Juca Kfouri. Até agora, a FIVB não se manifestou publicamente para confirmar ou detalhar eventual sanção disciplinar contra a atleta.
Segundo o colunista, o caso teria sido enquadrado no artigo 8.3 do Regulamento Disciplinar da FIVB, que prevê penalidades em situações de conduta considerada antiesportiva, incluindo manifestações que possam trazer descrédito ao esporte ou à organização.
O que diz o regulamento da FIVB
De acordo com o artigo citado:
Atos considerados prejudiciais à imagem da entidade podem ser punidos;
Manifestações públicas que comprometam a neutralidade esportiva podem ser enquadradas;
As sanções variam de advertência a suspensão em competições oficiais.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre o tempo de eventual suspensão nem sobre possibilidade de recurso.
Posicionamento de Carol Solberg
Em entrevista ao portal Olimpíada Todo Dia, durante a cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico, Carol comentou sobre seu posicionamento dentro e fora das quadras.
“Eu sempre achei que o esporte vai muito além das quadras. Cresci numa família em que todo mundo sempre falou o que pensa. Então, para mim, essa ideia de que o atleta é só um corpo ali jogando nunca fez o menor sentido”, afirmou.
Carol é filha de Isabel Salgado, ex-jogadora da Seleção Brasileira e figura ativa em pautas ligadas à democracia, justiça social e aos direitos das mulheres no esporte.
A atleta também reforçou a importância da liberdade de expressão:
“Eu acho que o esporte tem um poder de transformar, de educar. A gente fala muito que o atleta é exemplo para a criança. Eu acho que você não pode ser exemplo de nada se você não puder falar o que você pensa”, completou.
Histórico de manifestações
Não é a primeira vez que Carol Solberg se posiciona politicamente. Em 2020, durante uma etapa do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, ela gritou “Fora, Bolsonaro!” em entrevista pós-jogo.
Na ocasião, o caso foi analisado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), com base no Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que previa multa de até R$ 100 mil e suspensão de até seis partidas. Após recurso, a jogadora foi inocentada.
“Quando estou em quadra, estou ali jogando, estou com tudo o que está dentro de mim, todos os meus sentimentos, o meu olhar para o mundo. Então, quando estou dando uma entrevista, quando estou comemorando um título ou celebrando, acontece de vir o que eu estou sentindo”, destacou.
A expectativa agora é por um posicionamento oficial da FIVB sobre o caso envolvendo Carol Solberg no Circuito Mundial de Vôlei de Praia 2026.
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