BAHREIN - A temporada 2026 da Fórmula 1 deve começar com todas as equipes ainda em fase de ajustes. A análise é do brasileiro Gabriel Bortoleto, piloto da Audi F1, que concedeu entrevista ao portal ge, nesta quinta-feira (12), durante os testes de pré-temporada no Bahrein. Segundo ele, o novo regulamento técnico provocará um cenário raro na abertura do campeonato.
— Melbourne é daqui a algumas semanas e a gente não vai estar com o carro 100% lá. Mas nenhuma equipe vai estar, na minha opinião — afirmou.
As mudanças abrangem chassi, motor e comportamento aerodinâmico, exigindo adaptação intensa das equipes e pilotos. Bortoleto reforçou que o trabalho no Bahrein tem sido fundamental para compreender o novo pacote.
Sensação de “estrear em outra categoria”
Em 2025, Bortoleto fez sua primeira temporada na F1 pela Sauber, que passa a se chamar Audi em 2026. Após testar o novo carro, o brasileiro comparou a experiência com uma mudança completa de categoria.
— Motor novo, carro novo. A preparação é parecida, mas você tem que colocar atenção em pontos diferentes. Ano passado a gente não era montadora de motores; agora produzimos nosso próprio motor, então meu feedback tem que ser ainda maior na área de motores.
Menos downforce e pilotagem mais arisca
Com o novo regulamento reduzindo o arrasto aerodinâmico, os carros ficaram mais instáveis. Para Bortoleto, isso deve provocar erros e dificuldades nos primeiros GPs.
O brasileiro é reconhecido por sua rápida adaptação, qualidade destacada por ex-chefes de equipe, e acredita que isso será um diferencial em 2026.
— Eu sempre gostei desse lado de desenvolver, de aprender. E continuo aprendendo muito todo dia — disse.
Gestão de energia é desafio do início do ano
Outro ponto crítico nos testes é o gerenciamento de energia, bastante diferente em relação à temporada passada. A questão, inclusive, teria sido apontada por Toto Wolff como uma vantagem da Red Bull após análise da volta de Verstappen.
— No ano passado era simples: começava com X de bateria e acabava com X. Agora, muito do que você faz na volta afeta a bateria. É desenvolvimento, programação. No começo, muitos problemas aparecem — explicou.
Mesmo assim, Bortoleto acredita que as dificuldades serão reduzidas ao longo da temporada, à medida que equipes e pilotos se adaptarem ao novo sistema.
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