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Lucas Paquetá explica retorno ao Flamengo: “Queria voltar para casa”

Jogador foi apresentado oficialmente no Ninho do Urubu após estreia na Supercopa do Brasil, contra o Corinthians.

Gustavo Coelho/Imirante Esporte

Atualizada em 02/02/2026 às 15h37
Paquetá foi apresentado oficialmente no Ninho do Urubu após estreia na Supercopa
Paquetá foi apresentado oficialmente no Ninho do Urubu após estreia na Supercopa (Redes sociais/flamengo)

RIO DE JANEIRO - Lucas Paquetá foi oficialmente apresentado pelo Flamengo na tarde desta segunda-feira, no Ninho do Urubu. Após estrear na derrota para o São Paulo na Supercopa do Brasil, o meia, enfim, falou como reforço rubro-negro e detalhou os motivos que o levaram a deixar o West Ham para retornar ao clube que o formou.

Durante a coletiva, Paquetá destacou que a decisão foi tomada principalmente pela busca de felicidade e pela ligação afetiva com o Flamengo.

Primeiro, é impossível eu não falar de felicidade, porque minha decisão foi voltada nisso. Tive outras oportunidades de continuar na Europa e na Inglaterra. O motivo de eu me sentir bem e feliz me fez ter essa decisão de voltar ao Flamengo. Todos sabem o quanto amo esse clube; cresci aqui, é a minha casa. Pelo momento que o clube vive financeiramente, pelo ano vitorioso, isso fazia meus olhos brilharem para fazer parte disso — afirmou.

Em tom emotivo, o jogador reforçou a relação com o clube:

Vou ter que usar uma música: “só quem é rubro-negro para compreender”. É um amor que sempre tive. Cresci aqui, é minha casa. Eu queria voltar para casa. É sentimento, é identidade. É o que eu sinto.

Vontade do jogador foi decisiva para o acerto

A postura de Paquetá durante as negociações foi apontada como determinante. O meia deixou claro que queria vestir a camisa rubro-negra novamente, chegou a pagar do próprio bolso o voo para o Rio de Janeiro e abriu mão de propostas mais altas da Europa.

Posso dizer que fiz o possível e o impossível. Nada seria possível sem o Flamengo e sua estrutura. Fiz o que podia e não podia — primeiro por mim, pela minha felicidade e da minha família. Queria voltar para casa, me sentir bem jogando no Flamengo. Tive chance de permanecer na Europa, com proposta do Chelsea e possibilidade de jogar Champions League. Eram sonhos que coloquei na balança.

Experiência na Europa e amadurecimento

Paquetá também falou sobre como o período no futebol europeu contribuiu para sua evolução pessoal e profissional. Aldo dele na entrevista estavam o diretor José Boto e o presidente Bap — algo diferente do que ocorreu com outros reforços apresentados pelo clube.

Volto uma pessoa diferente. Cresci não só como profissional, mas como ser humano. Me tornei pai, tenho uma família. Volto mais experiente. Em todos os lugares por onde passei, aprendi algo e busquei evoluir. Volto mais cascudo, mais preparado para lidar com tudo.

O meia comentou ainda sobre o gol desperdiçado na Supercopa e revelou que a cobrança interna é grande:

Mais cascudo não quer dizer que é mais fácil. Não consegui dormir depois do gol perdido. Eu me cobro muito. Mais cascudo é entender que hoje é um novo dia, que preciso estar de cabeça erguida. Sei do meu potencial e do que posso entregar ao Flamengo. Queria chegar e ser campeão. Fiz de tudo para estar nesses jogos — paguei o avião, abri mão do meu salário no West Ham, e muitas coisas que as pessoas não sabem. Não aconteceu da forma que esperava, mas a experiência que tive lá fora me ajuda a pensar que hoje é um novo dia para converter outra oportunidade e ajudar o Flamengo — finalizou.

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